Pedro Miguel Vieira Barros, 21 anos, aluno do 4º ano de Tecnologias de Informação e Comunicação na Universidade de Aveiro, pré-seminarista, passou por Pemba (Moçambique, 2004), Naamacha (Moçambique, 2005) e Luanda (Angola, 2006), como voluntário. Agora, numa iniciativa inovadora e ousada, alia o voluntarismo missionário ao estágio profissional.
Como surgiu a ideia de estagiar em África?
Quando entrei em contacto com o Coordenador do curso, conhecendo ele as minhas experiências missionárias e o gosto que tinha de ir para lá, interrogou-me por que não iria para África fazer o estágio! Perguntei imediatamente se era possível, ao que ele me respondeu que sim, desde que encontrasse um organismo/empresa que me aceitasse a fazer estágio, de acordo com o plano curricular que tive. E assim começou o planeamento do estágio em Angola, onde estive este último ano…
O que espera encontrar?
Eu já tenho noção do que irei lá encontrar, porque já conheço as pessoas, a cidade, e com quem vou estagiar. O que considero uma grande vantagem.
O que vai fazer em termos profissionais?
A minha vontade era, acima de tudo, ajudar quem precisa. Se podia através do estágio partilhar os conhecimentos que tinha, óptimo. Concretamente, vou dar formação na área das Novas Tecnologias da Comunicação e Informação (a. Formação e treino do pessoal responsável pela criação e manutenção de páginas web; b. formação dos animadores de pólos de educação a distância…).
Quanto tempo dura o estágio?
O estágio curricular será de três meses. Mas permanecerei cerca de 5 meses.
Porque fica com os salesianos?
Vou ficar com os Salesianos de Luanda, porque o meu trabalho de estágio está integrado na Congregação e porque já vivi durante algum tempo partilhando o seu carisma e gosto da sua vivência. Conheci-os nas férias de verão, e foi com eles com quem trabalhei na Paroquia de São Paulo, auxiliando numa das comunidades (Bom Pastor), trabalhando com meninos de risco, numa das casas que eles têm.
Vai ter alguma função nessa comunidade?
A par com o estágio, espero continuar a acompanhar os meninos de risco da comunidade Bom Pastor, e a fazer trabalho pastoral (catequese, grupos de jovens) na Paróquia de São Paulo, onde estarei a viver durante os 5 meses.
Está ansioso com a partida?
O tempo diminui, e viajo já no dia 27 de Janeiro, sábado. Se estou ansioso? Bastante, sem dúvida. É estranho sentir que vai ser um pouco diferente do habitual. Já não é só um mês, mês e pouco, mas cinco. A ligação às pessoas que já era bastante forte, e que mantinha por telefone, agora vai tornar-se bem maior. Reencontrá-los será uma grande alegria. Acima de tudo, cativam-me estas experiências, porque vou ser útil, e tornar-me útil pela partilha do que sei e que posso ensinar, ajudando-os. Também eles me ajudam muito a crescer como ser humano e a viver uma fé mais activa. Vou lançando as redes e fazendo-me ao largo!
