Na audiência-geral desta quarta-feira, o Papa afirmou que a Igreja é o “povo de Deus” chamado a acolher pessoas de todas as culturas e nações.
O Papa Leão XIV lembrou hoje que a Igreja é um povo reunido por Deus e aberto a toda a humanidade, sublinhando que “na Igreja há e deve haver lugar para todos”.
Na catequese dedicada à Constituição dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, o Papa refletiu sobre o segundo capítulo do documento, que apresenta a Igreja como “Povo de Deus”.
Segundo o pontífice, a história da salvação mostra que “Deus atua na história através de um povo concreto”. Recordando a vocação de Abraão e a aliança com o povo de Israel, afirmou que Deus “acompanha, cuida e reúne sempre que se perdem”, preparando assim a nova e definitiva aliança realizada em Cristo.
Para o Papa, é em Jesus Cristo que este povo encontra a sua unidade.
“É Cristo que, na dádiva do seu Corpo e Sangue, reúne em si mesmo e de modo definitivo este povo”, explicou, acrescentando que a Igreja é formada por homens e mulheres “provenientes de todas as nações”, unidos pela fé.
O Papa sublinhou que a pertença à Igreja não se baseia em méritos pessoais, mas na graça recebida em Cristo.
“Antes de qualquer tarefa ou função, o que realmente importa na Igreja é estar enxertado em Cristo, ser por graça filhos de Deus”, afirmou.
Segundo o pontífice, esta identidade deve refletir-se também nas relações entre os cristãos, cuja lei fundamental é o amor.
“A lei que anima as relações na Igreja é o amor, tal como o recebemos e experimentamos em Jesus”, disse.
Recordando a tentação da Igreja em “fechar-se sobre si mesma”, Leão XIV reafirmou a “missão universal” a que os crentes estão chamados, em Igreja, e citou o documento conciliar para recordar que “ao novo Povo de Deus todos os homens são chamados” e que a Igreja é enviada a anunciar o Evangelho em todo o mundo.
Neste sentido, acrescentou, cada cristão é chamado a testemunhar a fé no quotidiano.
“Na Igreja há e deve haver lugar para todos, e cada cristão é chamado a anunciar o Evangelho e a dar testemunho em todos os ambientes onde vive e trabalha”, afirmou.
No final da sua reflexão, na praça de São Pedro, no Vaticano, o Papa apontou a Igreja como um sinal de esperança num mundo marcado por conflitos.
“É um grande sinal de esperança saber que a Igreja é um povo no qual convivem, em virtude da fé, mulheres e homens de diferentes nacionalidades, línguas ou culturas”, disse, sublinhando que esta realidade é “apelo e profecia daquela unidade e paz a que Deus chama todos os seus filhos”, completou.
Educris|11.03.2026




