“A irmã” de milhares de jovens

Irmã Maria Armanda
Irmã Maria Armanda

Faleceu no dia 4 de outubro a irmã Maria Armanda, da comunidade de Aveiro da Religiosas do Sagrado Coração de Maria. O seu funeral realizou-se no Lar Universitário do Penedo da Saudade, em Coimbra, no dia 5 de outubro. Estava hospitalizada desde há três meses no IPO devido a complicações do foro oncológico. Quando tomou conhecimento de que a sua vida estava a chegar ao fim, afirmou: “Estou nas mãos de Deus, seja feita a Sua vontade. Vivi 88 anos, uma longa vida”.
A Irmã Maria Armanda esteve ligada à pastoral juvenil da diocese de Aveiro desde 1998, como confirmou ao Correio do Vouga o diretor do Secretariado de então, Manuel Oliveira de Sousa, tendo marcado várias gerações de jovens. “A Irmã foi o testemunho vivo de Deus, um modelo junto dos jovens, a doação por inteiro, a palavra certa, a mão amiga, a presença familiar, os biscoitos semanais, a clarividência de tantos momentos. Deus já a abraçou como nos abraçou tantas e tantas vezes”, escreveu nas redes sociais Ondina Matos, que foi diretora até há poucas semanas do Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil.
Maria Armanda Miranda Ramos nasceu no dia 20 de maio de 1928 em Airó, Barcelos. Consagrou-se no Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria em 1951. Ensinou em colégios e empenhou-se na pastoral paroquial, particularmente na catequese em meios rurais, no Algarve. Desde 1998 estava ligada à pastoral juvenil diocesana, a “menina dos seus olhos”. Era ainda voluntária no Hospital Infante D. Pedro, em Aveiro.

Testemunhos

“Desejo agradecer todo o bem que Deus fez por intermédio da Ir. M. Armanda, sobretudo aos jovens, e convosco, irmãs do Sagrado Coração de Maria, peço o dom de novas vocações. Comungo da vossa dor e da alegria da ressurreição e da vida nova da Ir. M. Armanda.
D. António Moiteiro,
bispo de Aveiro

Todos devemos muito à Irmã Maria Armanda pela amizade, pelo testemunho de vida, pelo exemplo que nos deu, pelo trabalho que realizou, pelo amor à Igreja que nos contagiava e pela alegria de viver a sua consagração religiosa e por tantos dons que de Deus recebeu e por nós repartiu e multiplicou. (…) Obrigado, Irmã Maria Armanda! Junto de Deus, continue a percorrer os nossos caminhos, continue a trabalhar, a sorrir e a abençoar-nos!
D. António Francisco,
bispo do Porto
Grande Mulher. Destemida apóstola. Corajosa lutadora, sobretudo, quando a conheci, nas causas jovens. Que o amor que tão generosamente repartiu, agora a acolha no seio de Deus.
P.e Georgino Rocha