A maior notícia: “O túmulo está vazio”

À Luz da Palavra – Domingo de Páscoa – Ano A “Este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria! Aleluia!”

A maior notícia deste 1º dia da semana, após a morte de Jesus no alto do monte Calvário, é que o túmulo onde fora depositado o seu corpo, está vazio. Maria Madalena, discípula fiel do Senhor, mal acabara o repouso sabático, “ainda escuro”, corre pressurosa ao sepulcro e “viu a pedra retirada”. Sim, a grande pedra que fora colocada à boca do túmulo, para que ninguém roubasse o corpo do Senhor Jesus, estava posta de lado. Assustada, Maria corre a avisar Pedro e João de que tinham roubado o Senhor e que não sabia onde o tinham colocado. Estes dois discípulos, acompanhados pela mulher fiel, correm, por sua vez, até ao sepulcro e, ao entrarem, vêm o sepulcro vazio. As ligaduras com que tinham envolvido o corpo do Senhor estão estendidas no chão e o sudário, enrolado à parte. Ao verem o sepulcro vazio, os discípulos acreditam e entendem a Escritura, “segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos”.

Porém, de pouco valia a confirmação de que o túmulo estava vazio, se não fossem as aparições de Jesus Ressuscitado. Na continuação do evangelho, João conta que Maria Madalena ficou por ali, a chorar, quando o próprio Jesus lhe aparece vivo e lhe pergunta: “Mulher, porque choras? Quem procuras?”; e, ao chamá-la pelo seu nome próprio, Maria exclama: “Rabbuni!, que quer dizer: «Mestre»”. Jesus, então, confere-lhe a missão de ir anunciar aos seus discípulos que Ele está vivo e que vai subir para o Pai. Foram muitos os que viram e experimentaram o Senhor ressuscitado. Mais de 500 irmãos, de uma só vez! Relata-nos o texto da Escritura.

É este facto que faz notícia. Aquele que foi suspenso na cruz, Deus ressuscitou-o ao terceiro dia, e permitiu-lhe manifestar-se a nós e a todo o povo, constituindo-nos suas testemunhas, afirma Pedro na 1ª leitura, em casa de Cornélio, depois de ter percebido que Jesus de Nazaré é o Salvador de todos, judeus e pagãos. E Paulo, que só mais tarde se tornou, igualmente, testemunha de Jesus ressuscitado, quando Ele lhe apareceu no caminho de Damasco, confirma-nos na fé deste acontecimento fundamental do Cristianismo. Incita-nos a viver como pessoas ressuscitadas, em Cristo, deixando de lado o pecado e a vida mesquinha, para nos afeiçoarmos às coisas espirituais, às que nos vêm de Deus, por Jesus Cristo, de modo que a nossa vida dê, também, testemunho de que a vitória alcançada por Ele sobre o pecado e a morte é concretizada no nosso modo de ser e de agir em particular e em público.

Ser fiel a Cristo vivo, nos caminhos da tua existência, é a principal tarefa cristã que te cabe. Se Cristo não tivesse ressuscitado, a tua fé não teria sentido, afirma Paulo. Mas, uma vez que Ele está vivo, vive tu também como Ele, sendo testemunha de uma vida nova, de uma vida conduzida pela acção do Espírito, que ressuscitou Jesus, e que te ressuscita a ti conjuntamente, desde aqui e agora. Vive na alegria e na paz de quem sente e sabe que está salvo em Cristo vivo. Aleluia!

Leituras do Domingo de Páscoa:

Act 10,34a 37-43; Sl 117 (118); Cl 3,1-4;

Jo 20,1-9.

Deolinda Serralheiro