Memória CV – Há 1 ano “Às 21h37, o nosso Santo Padre regressou à Casa do Pai”. Com estas palavras, no dia 2 de Abril de 2005, Leonardo Sandri, arcebispo substituto da Secretaria de Estado, anunciou às 60 mil pessoas que estavam na Praça de São Pedro e ao mundo a notícia há algum tempo esperada: morreu o Papa.
O Correio do Vouga dedicou sete páginas da edição de 6 de Abril (que teve 24 páginas) e mais algumas da edição seguinte à morte de João Paulo II. Vale a pena recordar algumas frases então escritas.
“O Papa é um mortal, como qualquer de nós. A sua fragilidade, a aumentar cada dia, vinha-me preparando para momentos de inevitável pesar. (…) Eu sei que o Papa continua vivo. O muito que nos deixou é património da Igreja e da humanidade. Não o quero perder. Não o podermos perder.”
D. António Marcelino
“Até ao fim, de pé, como as árvores! (…) Obrigado, Santidade, por esta lição de vida, pelo Evangelho da Vida que nos deixais!”
Querubim Silva
“O Papa peregrino morreu. O Papa do diálogo entre culturas e religiões. O Papa da Paz. O Papa dos oprimidos, dos pobres, dos mais pobres. O Papa da esperança. O Papa de todos, crentes e não-crentes. O Papa sem medo regressou à Casa do Pai.”
Francisco Martins
“Reduzido ao silêncio total, vê ‘a sua voz’ erguer-se de modo significativo e tocar o coração de tantos que o admiravam, muitos em segredo, e de alguns dos seus críticos mais destacados.”
Georgino Rocha
“«Não tenhais medo». Ele foi um daqueles que disse, e fez; não teve medo. (…) Era preciso dar um contributo para alertar e fazer andar; era preciso tornar governos e povos mais conscientes de deveres e compromissos; e foi dizê-lo, olhos nos olhos, a quem era preciso e aonde era preciso. Estou a aprender o que ele disse, o que ele fez, o que ele ensinou e escreveu”.
João Gonçalves
