A propósito da abertura do processo de canonização de João Paulo II

Colaboração dos leitores Ainda pouco ou nada se escreveu ou proclamou sobre o amor que João Paulo II nutria por certos sectores da sociedade, designadamente pelas migrações, ou ciganos. Foi o primeiro Papa que beatificou um gitano – o Zeferino (espanhol). Como senti “in loco”, na Praça do Pescador Pedro, a emoção dos milhares de ciganos que foram de todo o mundo! De Portugal também lá estiveram. Estiveram!

Como eu recordo a passagem deste homem por terras cubanas! Como ele fitou o Fidel, como ele o abraçou, o abraço de pai, e proclamou ao mundo: “Cuba, abre-te ao mundo. Mundo abre-te a Cuba!” E na Hungria, como eu constatei a sua passagem por aquelas terras, bem como pelas paragens da Croácia. Em cada casa, em cada centro religioso lá estava a fotografia, o livro de Honra do Peregrino da Paz. Lá estava também a imagem peregrina de Fátima.

Julgo que, para este Papa que ficará na história de todos os papados, o milagre que se exigirá canonicamente falando (!!!) já aconteceu em cada terra por onde ele andou.

Ainda bem que o seu sucessor, o Papa que alguns políticos e homens de pouca fé continuam a olhar de soslaio, também já “ fez” o milagre de entregar as escadas por onde, dentro em breve, subirá aos altares. No altar do Povo, dos mais carenciados, já está há muito!

Daniel Rodrigues