Projecto promovido pelas aulas de EMRC em colaboração com a Cáritas As aulas de Educação Moral e Religiosa Católica dos alunos das turmas 11ºB e 11ºH da Escola Secundária José Estêvão, no 2º e 3º períodos não decorreram no espaço habitual. Nas tardes de terça-feira, na hora da aula, os alunos e a professora Teresa Grancho deixaram a escola no centro de Aveiro e dirigiram-se a Taboeira. A sala de aulas passou a ser o espaço onde a Cáritas Diocesana desenvolve o projecto “Novas Sendas”, na comunidade de Ervideiros. Aí, os alunos entrevistaram crianças, organizaram jogos tradicionais, montaram um painel para as crianças nele pintarem “o que considerassem mais bonito, belo, divertido e que as fizesse sentir bem”, construíram um “pássaro da felicidade”, usando as técnicas origami (arte de dobrar papel), ensinaram os passos da valsa e aprenderam a dança cigana – ou pelo menos tentaram.
Numa das aulas, os alunos da José Estêvão visitaram o acampamento dos ciganos das crianças do projecto. “Fomos bem recebidos”, disseram ao Correio do Vouga.
Por fim, no dia 5 de Junho, as turmas deram a conhecer à comunidade escolar o trabalho desenvolvido pelos alunos com o Projecto “Novas Sendas”.
Esta iniciativa esteve inserida no concurso nacional “A minha escola contra a discriminação”. Recorde-se que 2007 é o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidade para todos e todas. O concurso pretende premiar acções levadas a cabo pelos alunos, dentro ou fora da escola, que privilegiem a formação contra o racismo e promovam o diálogo e a cooperação entre as diferentes pessoas e culturas.
Independentemente dos resultados, a iniciativa foi considerada muito válida para a formação integral (profissional, afectiva, social…) dos alunos. “Sentimos que foi muito pouco o tempo que tivemos com esta realidade, mas as portas ficaram abertas para que possamos dar continuidade a esta forma de ser escola”, refere Teresa Gancho. A professora de EMRC tem ainda uma palavra de agradecimento: “Obrigado a todos: à nossa escola, ao projecto ‘Novas Sendas’, às crianças e educadoras que nos ajudaram a ver outra realidade e a enriquecermo-nos como pessoas”.
