Arraial das Florinhas do Vouga é para continuar

O Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas recordou Aveiro antigo
O Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas recordou Aveiro antigo

Com períodos de maior ou menor afluência de público, porque esteve um dos dias mais quentes do ano, houve sempre muita animação no arraial das Florinhas do Vouga no último sábado, das 10 da manhã até depois das 11 da noite: música, pinturas faciais, atividades desportivas, comes e bebes, quermesse e até um baile.
Foi o primeiro Florifest, junto à sede das Florinhas do Vouga, e, para já, fica o desejo de que não seja o último. A iniciativa do voluntariado da instituição de solidariedade aveirense é para continuar, como afirmou o P.e João Gonçalves nas breves palavras que dirigiu a todos antes da atuação do Grupo Etnográfico e Cénico das Barrocas: “As Florinhas do Vouga existem há 75 anos para fazer mais, fazer melhor. (…) Este é o primeiro Florifest, neste espaço que estamos habituados a ver cheio de carros. Para o ano, será o segundo”.

P.e João Gonçalves com Fernando Marques,  presidente da Junta da Glória e Vera Cruz
P.e João Gonçalves com Fernando Marques,
presidente da Junta da Glória e Vera Cruz

O presidente da direção das Florinhas do Vouga esteve no arraial, visivelmente bem disposto, como é seu timbre, sendo cumprimentado por utentes, funcionários e amigos da instituição a que presidente e acompanhando as autoridades que visitaram o arraial, como o presidente da Glória e Vera Cruz ou o presidente da Câmara Municipal de Aveiro, o qual, chegado da praia de S. Jacinto (aonde foi hastear a bandeira azul), de calções, óculos escuros e chapéu de palha, por momentos passou despercebido.
Como é público, o P.e João Gonçalves, no início de abril 2015 teve abandonar os seus trabalhos por motivos de doença, recuperando na Casa Sacerdotal enquanto segue um tratamento do foro oncológico em Coimbra. Ao Correio do Vouga, durante o Florifest, mostrou a intenção de retomar alguns trabalhos pastorais presencialmente, embora, mesmo à distância, nunca tenha deixado de acompanhar a instituição, como relata Paula Caetano, da comissão de voluntariado das Florinhas do Vouga: “Começamos a pensar no Florifest há vários meses, primeiro com a presença do P.e João nas reuniões, depois com a sua participação por correio eletrónico”. Sandra Marques, coordenadora da comissão de voluntariado, a meio da tarde de sábado fazia um balanço positivo da iniciativa, “apesar do muito calor”, quando aguardava com expectativa o baile do final do dia.
O Florifest foi pensado e organizado pelos voluntários das Florinhas do Vouga, que são mais de cem, em todas as valências da instituição, da infância ao centro de dia, da cozinha social à Ceia com Calor (visita noturna aos sem-abrigo). Foi mais um momento para comemorar os 75 anos da instituição fundada por D. João Evangelista de Lima Vidal.
J.P.F.