“A renovação pessoal e comunitária é dom de Deus e tarefa humana”, afirmou D. António Francisco, na primeira catequese quaresmal deste ano. O Bispo de Aveiro alicerçou a renovação na esperança, a mesma que fez partir Abraão, Moisés ou Paulo. A esperança, por sua vez, radica em Cristo. É Ele a “razão da nossa esperan-ça e da nossa alegria”. E é Ele que faz encontrar a beleza de Deus na fragilidade humana, porque, como afirmou Pascal, o conhecimento de Deus sem conhecimento da fragilidade humana é orgulho, e o conhecimento da fragilidade humana sem o conhecimento de Deus é desespero. “Em Cristo encontramo-nos com Deus e com a nossa fragilidade”, concluiu o Bispo de Aveiro.
D. António Francisco sugeriu três atitudes para um “novo rosto da Igreja”, atitudes de “audácia, mas não de «aventureirismo»”: 1) “Romper com o espírito de lamento e de queixume”, porque é preciso ler a mudança que acontece no mundo sem nostalgias nem fatalismo, mas com esperança; 2) redescobrir o valor dos sacramentos da iniciação cristã – algo que a missão jubilar diocesana deverá assumir; e 3) ter uma atitude de esforço permanente em vez do “fazemos o que podemos”. Pode haver humildade e generosidade nessa afirmação típica de quem trabalha na Igreja, mas há também desalento e desânimo. “O segredo da perseverança – afirmou – consiste em começar cada dia com alegria e optimismo”.
Próxima catequese, no dia 16 de Março, às 21h15, no Salão da Paróquia da Glória. Tema: O serviço aos mais pobres, sacramento de uma igreja renovada.
