Colégio de Consultores escreveu ao Núncio Apostólico e este respondeu dizendo que o processo já seguiu para Roma.
O Núncio Apostólico respondeu ao Colégio de Consultores que o processo para a escolha do novo bispo de Aveiro já foi para Roma, mas adiantou que a decisão poderá não ser conhecida antes das férias, porque muitos dos serviços romanos fecham nos meses de julho e agosto, o que significa que a Diocese de Aveiro poderá passar o verão sem bispo.
D. Rino Passigato telefonou ao P.e Manuel Joaquim Rocha, que na qualidade se secretário do Colégio de Consultores, lhe enviara uma missiva exprimindo preocupação pela ausência de bispo.
O Colégio de Consultores (órgão constituído por 12 padres para ajudarem o bispo da diocese e suprirem a sua falta no caso de não haver bispo) reuniu no dia 27 de maio e decidiu enviar uma mensagem ao Núncio Apostólico (representante do Papa) exprimindo “uma palavra sentida pelo tempo já decorrido sem haver qualquer informação ou nomeação do novo bispo”.
Na carta, os padres aveirenses notam que se completaram três meses sobre a nomeação de D. António Francisco para bispo do Porto (21 de fevereiro de 2014), afirmam que se faz sentir a falta do “efetivo ministério de governo” em Aveiro e deixam um pedido feito “pelo amor” que têm “à nossa diocese”. “Vimos, por isso, fazer-nos porta-vozes desta preocupação e pedir-lhe insistentemente que, dentro do que está ao seu alcance, apresse a hora do feliz anúncio da nomeação do novo Bispo de Aveiro”, escreve o Colégio de Consultores.
A escolha de um bispo católico, quer seja para ordenar bispo um padre, quer seja para nomear um bispo residencial – como é agora o caso de Aveiro – é um processo complexo e, segundo algumas opiniões, pouco transparente, pelo menos se se tiver em conta os principais destinatários da missão do bispo, ou seja, as pessoas que vivem numa determinada igreja diocesana.
O Papa é o responsável pela nomeação dos bispos. No entanto, só em raros casos, há uma intervenção pessoal. Geralmente, os processos têm uma fase local e outra romana. Na fase local, o processo é liderado pelo Núncio Apostólico, que propõe vários nomes (diz-se que habitualmente são três, as chamadas “trinas”) e procede a várias consultas (outros bispos, padres e alguns leigos, quer da diocese de origem, quer da do seu possível destino). Em Roma, o processo é analisado pela Congregação dos Bispos e, em casos raros, pelo próprio Papa.
Segundo a informação do Núncio ao padre Manuel Joaquim Rocha (que fez uma síntese do telefonema por escrito e enviou aos outros consultores), em Roma já estarão os três nomes dos quais sairá o bispo de Aveiro. D. Rino Passigato, considerando que Diocese de Aveiro não está assim há tanto tempo sem bispo, aconselhou os padres aveirenses a incentivar as comunidades cristãs a rezar pela “graça” de um novo bispo.
J.P.F.
