Partilhando Se é certo que os fins não justificam os meios, no entanto, tolerância, em casos especiais, não deixa de ter o seu sabor de compreensão, humanitário…
Em semana que tanto se falou de solidariedade, de justiça social, de pobreza, de exclusão social, de ir ao encontro dos que mais sofrem, dei-me comigo quedo, taciturno, porventura, mas esperançado, com a certeza, na ânsia de um mundo melhor.
Dei-me comigo, também, envolvido em interrogações!… Porquê amesquinhar pessoas, milhares de famílias que todos os dias se dão, de uma maneira ou outra, aos outros, à Sociedade?!
Falo, concretamente, hoje dos Bombeiros Voluntários deste País tão generoso que até deu (e continua a dar) novos mundo ao Mundo! Será que uma só andorinha faz ou destrói uma primavera?! Será que um qualquer helicóptero apaga incêndios que abundam em cada coração generoso de bombeiro?! Com certeza, que não. Não estamos a “absolver” possíveis culpados, nada disso, mas, simplesmente, a opinar que houve, porventura, decisões impensadas. A grande comunidade “bombeiral” termo usado pelo Bombeiro sem farda, David Cristo, deve-nos tornar sentinelas atentas de prudência.
Nesta reflexão que fui fazendo transportei-me a Armamar, onde se reuniram, de imediato, aos eventos, as corporações daquela região. Armamar tem sentido de presença dessas corporações para quem está dentro dos trágicos acontecimentos do pavoroso incêndio de há anos. Morreram, tisnados muitos homens. Fui ali enviado como jornalista pelo Diário Popular. Que cenas eu presenciei, eu vivi?! Cem anos eu viva ou vá morrendo, que não terei coragem de beliscar os homens da Paz, do Bem à Sociedade!
Mais tarde vivi as também tragédias de Águeda. Morreram quinze homens. Depois disso quantos pereceram com a bandeira branca envolta nos seus corpos?!
Não façamos guerra por este ou aquele caminho a quem vai ajudando a construir a paz com defeitos, porventura, que serão purificados no fogo da generosidade, do cadinho. Onde haja guerra que eu espalhe a paz…, mas esta não se constrói com guerras ou guerrilhas.
Aqui fica a minha a partilha. Todos têm que partilhar os dons que cada um vai tendo. Só assim se faz sociedade.
Este espaço é de partilha de todos quantos queiram construir uma sociedade mais justa, mais humana. É de quem quer entrar na luta contra a “exclusão social, gerada pela pobreza (a pobreza hoje tem muitas faces), pelo desemprego, pela falta de habitação, pela desigualdade no acesso à saúde e à educação, pelas doenças crónicas e que atingem particularmente as famílias mais carenciadas, as crianças e as pessoas idosas e determinados grupos sociais,” como proclamam os nossos Bispos. Mas tudo isto se faz com armas de paz, de compreensão.
