Não há Cruz florida, com “flores de proximidade, de esperança, de envolvimento com os demais, de partilha”, sem Cruz sofrida – realçou P.e Georgino Rocha na última catequese quaresmal deste ano.
O Bispo de Aveiro não pôde orientar esta última catequese por se encontrar junto de sua mãe, cujo estado de saúde se agravou nas últimas semanas.
P.e Georgino Rocha partiu do ambiente de dessacralização da sociedade actual para interpelar os cristãos. Os símbolos religiosos continuam a existir na sociedade, “presentes, mas vazios”, disse, “se ninguém assume a interpelação” que significam. As igrejas, outrora espaços sagrados, podem transformar-se em “simples lugares de concertos” de música erudita. “O cristão não pode ser alguém que está na estação a ver passar o comboio, sem nele entrar, sem qualquer interferência (…). Marx e Engels diziam que não podemos apenas contemplar, mas temos de transformar. Na nossa perspectiva de comunidade apostólica, a transformação passa pela dignificação segundo o olhar de Deus”, afirmou.
Como auxílios para a transformação cristã, P.e Georgino apontou “duas propostas atraentes” de Bento XVI: o Ano Paulino, que a Igreja vive até 29 de Junho, e o Ano Sacerdotal. Este segundo ano, de 19 de Junho de 2009 a 19 de Junho de 2010, foi proclamado há dias pelo Papa e ocorre nos 150 anos da morte do Santo Cura d’Ars, João Maria Vianney, “verdadeiro exemplo de Pastor ao serviço do rebanho de Cristo”, nas palavras de Bento XVI.
P.e Georgino Rocha apontou ainda o exemplo do P.e António Baptista, sacerdote de grandes virtudes que foi pároco de Calvão.
J.P.F.
