De pequenino…

Olho de Lince Estávamos na oração do Pai-nosso. Apesar de ser dia de semana, a igreja estava com notável presença de fiéis. É sempre assim, quando se trata de lembrar os que partiram para a eternidade, o que nem sempre acontece para celebrar o Dia do Senhor.

Reparei no cuidado e carinho com que aquela mulher – ainda e sempre dorida pelo profundo golpe de dor pela morte da filha que lhe faltou, em serviço do próximo, como condutora de uma ambulância acidentada – ajudava, com as suas mãos, a erguerem-se as mãos da criancinha que tinha na sua frente.

Era um gesto discreto. Mas tratava-se da preocupação de iniciar aquela pequenita a erguer o coração para Deus e a reconhecê-lo como Pai. Dei comigo a sentir-me eu próprio elevado por aquela cena de ternura educativa!

Às vezes, custa tão pouco ajudar a crescer integralmente!… E, de pequenino, é que se fazem as sementeiras duradoiras, porque elas se tornam o alicerce da “constituição educativa” da pessoa e plasmam, mesmo que de forma latente, um futuro feliz.