Memória CV – Há 25 anos – Abertura do Ano Pastoral

Cuidado com os contributos de ferrugem! A Igreja nunca pára. Pelo menos não se conhecem casos de paróquias encerradas para férias. Mas a época de Setembro/Outubro, como em muitos âmbitos da vida, significa o início de um novo ano. Neste caso, o ano Pastoral.

Há 25 anos, pelo que podemos ler nas páginas do Correio do Vouga, o arranque era ligeiramente diferente da jornada que amanhã se realiza no Seminário de Aveiro e que tem sido comum nos últimos anos.

Em 1981-82, o ano apostólico começou com umas jornadas de pastoral, nos dias 3 e 5 de Outubro, no Centro Paroquial de São Bernardo. Escrevia-se no CV: “O próximo ano apostólico é o terceiro do plano “O Domingo na renovação da Igreja” e pretende (…) fazer viver a dimensão social do cristianismo. Está voltado para as diversas formas de presença e de acção da Igreja no mundo contemporâneo, para a animação cristã da sociedade actual, quer nas suas organizações e instituições, quer nos seus grupos e ambientes”.

Para ouvir “o que as outras ciências têm para dizer à Pastoral”, “conhecer com maior profundidade o campo em que é lançada, germina e, às vezes, frutifica a semente” e assumir “as aspirações profundas”, que “jazem escondidas no coração humano”, os agentes de pastoral contaram com a ajuda de “um grupo de especialistas de Aveiro e de Évora”.

No mesmo CV de 2 de Outubro de 1981, a propósito do novo ano pastoral, D. António Marcelino escrevia palavras que vale a pena recordar: “A Igreja, dom de Deus aos homens, mutila-se a si própria, se perde a sua relação com a vida concreta dos homens e da sociedade que se transforma, ou se cai em equívocos sobre a acção a realizar no domínio temporal. (…) Reflexão sem conversão ou decisão renovadora é mais um contributo de ferrugem para a rotina em que se vive. A reflexão autêntica leva sempre a confrontos, a desafios, a aventuras criativas, alicerçadas, motivadas e despidas de sensacionalismos”.