“Dia Europeu sem Carros”

Aveiro Como estava previsto e foi largamente anunciado, decorreu em Aveiro, como noutras cidades do País, o “Dia Europeu sem Carros”, que fechou, de certa forma, “A Semana Europeia da Mobilidade”.

Num primeiro balanço, Alberto Souto, presidente da autarquia aveirense, adiantou à comunicação social que tudo correu dentro da normalidade, tendo as pessoas aderido com entusiasmo e com naturalidade à utilização de outras alternativas para chegarem aos seus empregos e escolas.

Não houve nenhum incidente, tudo decorreu tranquilamente, sendo certo que neste dia se respirou um ar menos poluído. Aliás, isso mesmo foi confirmado no primeiro ano do “Dia Europeu sem Carros”, pelos testes que então se fizeram.

Admitindo acreditar que Aveiro, por ser uma cidade aberta e cheia de vento, não teria poluição, Alberto Souto confirmou que afinal o ar não é assim tão puro e que a experiência acabou por ter algum significado. “Sentimos o silêncio, a tranquilidade e a alegria dos miúdos das escolas a usufruírem do espaço público”, disse o presidente da câmara.

Não se pense, contudo, que a cidade, nas zonas dedicadas à experiência, esteve mesmo sem carros. Os transportes públicos, que foram uma alternativa ao automóvel, circularam continuamente, tal como os veículos de deficientes e de serviços urgentes. No entanto, o repórter não deixou de registar muito menos gente nas áreas abrangidas pelo “Dia Europeu sem Carros”.

Por outro lado, frisou que há cada vez mais compreensão pelo conjunto de medidas que passam pela pedonização de espaços anteriormente reservados aos automóveis e pelo acolhimento de viaturas com outro tipo de energias, nomeadamente eléctricas. “Os CTT, por exempo, adoptaram em Aveiro os carros eléctricos, tal como a câmara também já o fez”, representando estas iniciativas um certo êxito do “Dia Europeu sem Carros”, afirmou Alberto Souto.