Tudo é Graça
– A Revolução de Dorothy Day
Jim Forest
Paulinas
480 páginas
19,80 euros
Dorothy Day nasceu a 8 de novembro de 1897, tendo por pai um jornalista. Também ela seguiu o jornalismo, tal como três dos seus quatro irmãos. Mas o que a tornou conhecida foi o ativismo em favor dos mais pobres, principalmente os trabalhadores e os desempregados no tempo da Grande Depressão (anos após 1929). Mas não se ficou por aí. Até morrer, no dia 29 de novembro de 1980, manifestou-se contra diversas guerras (não só a do Vietname) e solidarizou-se com todos os que lutavam por direitos e dignidade. Por isso, dela afirmou o Papa Francisco, quando visitou os EUA: “Nestes tempos em que as preocupações sociais são tão importantes, não posso deixar de mencionar a Serva de Deus Dorothy Day, que fundou o Catholic Worker Movement. O seu compromisso social, a sua paixão pela justiça e pela causa dos oprimidos estavam inspirados pelo Evangelho, pela sua fé e o exemplo dos Santos”.
Agora surge em português a biografia “Tudo é Graça – A Revolução de Dorothy Day”, com prefácio de José Manuel Pureza, que adverte que os leitores correm um risco, “o mesmo risco que foi experimentado pelos companheiros de combate social e de aventura evangélica de Dorothy Day, ao longo da sua vida: serem contagiados por uma vida de irmanação com os pobres e de luta pela sua libertação. Se as páginas que se seguem incomodarem quem as ler, então o propósito da sua publicação terá sido plenamente cumprido».
O autor, Jim Forest, foi um dos contagiados pela biografada, pois era militar quando a conheceu em 1960 e logo se tornou objetor de consciência, como conta nas últimas páginas do livro.

