“Em Portugal existem poucos exemplos do que concretizámos na Região de Aveiro”

Procuramos pontos de entendimento e respeitar os interesses do ponto de vista de cada município
Procuramos pontos de entendimento e respeitar os interesses do ponto de vista de cada município

Ribau Esteves, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) e autarca de Aveiro, apresenta prioridades de investimentos comparticipados pela União Europeia, garantindo largo consenso entre as autarquias envolvidas. Entrevista conduzida por Júlio Almeida.

 
CORREIO DO VOUGA: Aveiro tem uma grande tradição de intermunicipalismo. A Comunidade Intermunicipal Região de Aveiro (CIRA) beneficiou disso ?
RIBAU ESTEVES: É bem verdade. Reconhecidamente, é das comunidades intermunicipais mais fortes do país, pela capacidade de realizar e coesão política dos seus membros. Na base disso, está o facto de trabalhar para realizar algo. Veja-se que a Associação dos Municípios da Ria, percursora de tudo, nasceu para despoluir a Ria, há 30 anos. Ao longo dos tempos, têm sido múltiplos os exemplos.

 

Tudo facilitado por uma região em que os municípios estão muito próximos, por afinidades geográficas relevantes como é a Ria, com todas as consequências culturais e económicas.
Exatamente, a Ria em sentido lato, abrangendo o Vouga e a Pateira, com o Cértima e o Levira, toca os 11 municípios. No Polis II, Anadia passará a estar connosco nos projetos a desenvolver, isso está decidido. Vejam-se outros grandes projetos neste elemento agregador que é a água, desde a Associação dos Municípios do Carvoeiro, a Simria, a Águas da Região de Aveiro ou a barragem de Ribeiradio.

As associações intermunicipais são hoje uma realidade ainda mais indispensável pois servem para aproveitar fundos comunitários.
É importante dar-nos todos bem, aparecerem boas ideias, mas há aqui esse fator indutor dos fundos comunitários, que nos chegam dos programas operacionais regionais. Embora como parte da Região Centro, temos uma identidade própria.
O distrito não é hoje nada. É uma referência histórica e o círculo eleitoral dos deputados, na minha opinião, é cada vez mais um absurdo. É um disparate o Ministério da Justiça usar o distrito para a reforma judiciária.

 

 

Leia a entrevista na integra na edição, em papel, do Correio do Vouga do dia 18 de março de 2015