O Natal ultrapassa os valores da simplicidade, da amizade e da solidariedade, que tanto se exaltam nestes dias. Não nos limitamos a comemorar o nascimento de uma grande personagem; não celebramos simplesmente e em abstracto o mistério do nascimento do homem, ou em geral o nascimento da vida… Mesmo os não-crentes percebem que nesta festa há algo de extraordinário e transcendente, algo íntimo que fala ao coração.
Celebramos o acontecimento central da história: a Encarnação do Verbo divino para a redenção da humanidade.
Sim, existe um sentido, e o sentido não é um protesto impotente contra o absurdo. O Sentido é poderoso: é Deus bom, que não se confunde com qualquer poder excelso e distante, a que nunca se poderia chegar, mas um Deus que se fez próximo de nós.
Na gruta de Belém, Deus mostra-se como humilde criança para vencer a nossa soberba.
Talvez nos tivéssemos rendido mais facilmente perante o poder ou a sabedoria; mas Ele não quer a nossa rendição; apela antes ao nosso coração e à nossa decisão livre de aceitar o seu amor.
Bento XVI
(Adaptado a partir do texto da catequese
da audiência geral de 17 de Dezembro de 2008)
