Última Coluna Ainda mal o Verão começou e já não faltam fogos nas matas portuguesas, levando a dramas de todos conhecidos. Cada reportagem, ao mostrar as chamas devastadoras, não esconde as lágrimas de quem viu arder, num ápice, o trabalho de décadas. E no entanto, depois do que aconteceu no ano passado, anunciaram-se inúmeras medidas de prevenção e de ataques às chamas, algumas mesmo inovadoras.
O Sistema Nacional de Prevenção e Protecção Florestal Contra Incêndios, aprovado no âmbito do desastre de 2003, alerta para a urgência de todos respeitarmos a proibição, até 30 de Setembro, de fazer lume, acender fogueiras, realizar queimadas e lançar foguetes nas áreas florestais e agrícolas, pôde ler-se no “PÚBLICO”. Ora, esta decisão governamental tem fundamento na estatística, que indica, como causa dos incêndios, na ordem dos 19 por cento, o uso intencional do fogo para a renovação das pastagens.
Por isso, o Governo já ameaçou com coimas entre os 200 e os 44 500 euros, a aplicar a quem der origem a fogos, entre Julho a Setembro. E no lote dessa origem consta o acto de fumar ou atirar beatas para os terrenos pela janela do automóvel, trabalhar nas florestas com recurso a maquinaria, desinfestar apiários com fumigadores, usar motores de combustão interna com escapes desprotegidos e sem tapa-chamas.
O Sistema Nacional de Protecção diz ainda que nas propriedades florestais deve manter-se uma faixa de dez metros junta às estradas e vias férreas, acrescentando que, nas casas em espaços rurais, essa faixa de protecção deve ter 50 metros.
F.M.
