Olho de Lince A manhã estava muito fria. A Celebração dominical acabava de começar, quando um jovem entrou apressado. Pousou o saco a um canto; ajoelhou, persignou-se (muito bem) e ficou uns momentos em tranquila posição de adoração. Depois, levantou-se, para acompanhar a Assembleia nos seus gestos e posições habituais.
Reflecti no saco. Viria de trabalhar ou iria para o desporto?… Qualquer dessas coisas era possível. E nenhuma delas era má.
Uma certeza, porém, eu tinha. Aquele jovem, crismado oito dias antes, ficou com a consciência viva de que o Espírito dá vida, mas é preciso criar-Lhe espaço. E um deles, essencial, é alimentar-se da Eucaristia. Embora já fosse habitual – ou quase – a sua presença na Eucaristia dominical, naquele dia e àquela hora, foi, de certeza, uma decisão corajosa.
Força, rapaz! Outros aprenderão contigo!
Q.S.
