O consenso em política nunca foi bem visto em Portugal, onde a vida partidária assenta na discordância sistemática.
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 02-02-07
A política portuguesa parece música pimba. (…) A única arte que há na política é a arte-e-manha.
Rui Veloso
Sol, 03-02-07
“Por opção da mulher”, dita a pergunta a referendar. Podia, ao invés, trazer a palavra “mãe”. É sempre uma mãe em potência a confrontar-se com a hipótese do aborto. Talvez valesse a pena lembrá-lo. E o pai, ausente desta escolha, se ganhasse o sim? E se a mãe quiser abortar e o pai não? E vice-versa? O pai é tanto pai como a mãe é mãe. Que raio de conceito de família subjaz a esta transferência total de responsabilidade, a esta opção pela unilateral? Que horror de mundo, a sós, sem ponderação partilhada, sem diálogo, pretende o “sim” oferecer?
Gonçalo Reis
Público, 03-02-07
A justiça é uma rede cheia de buracos quânticos, por onde, ao arrepio das leis da física tradicional, o peixe miúdo não passa mas o graúdo passa com a maior das facilidades.
Manuel António Pina
Jornal de Notícias, 31-01-07
O país está inquinado. Basta ver as sondagens para o melhor português. A última dá Salazar em primeiro. Querem melhor exemplo?
Carlos Pereira Santos
A Bola, 30-01-07
Os portugueses têm uma tradição e uma sensibilidade especiais. Os portugueses querem um ponto de equilíbrio entre a intimidade angustiada da mãe e o direito à vida do filho.
António Pinto Leite
Expresso, 03-02-07
