Olho de Lince Os meus olhos e ouvidos fugidios cruzaram-se momentanea-mente com a televisão, num programa de gosto muito popular, onde nem tudo é do melhor, mas com muitas coisas interessantes e positivas.
Foi tão fugaz a passagem, que não gravei senão o sentido do gesto e das palavras. Tratava-se da expressão de reconhecimento e gratidão de um dos filhos mais novos da “avó do dia”.
Foram lindas as palavras, foi ternamente sincero o beijo que as concluiu. Ao braços que acolhem, o coração que aconselha, o olhar firme que rectifica o caminho, o estímulo que dá asas para voar…, belas formas de dizer o que um rosto de trabalho e uma alma de elevação significara para uma numerosa descendência.
Via-se que as origens humildes não envergonhavam, nem retiravam a alegria a uma família abundante, divertida, até comprometida na actividade da sua terra!
Às vezes, vale a pena passar diante da televisão, mesmo com olhos e ouvidos fugidios, porque por lá também se encontram preciosidades!
