Imaculada Conceição Jesus Cristo, pelo mistério da Sua entrega por nós na Cruz, passando, pela morte, à glória da ressurreição, recria toda a humanidade, que Ele assume em união pessoal com a Sua divindade. Nele, somos criaturas novas – os homens de todos os tempos -, segundo a resposta dada no coração e na vida quotidiana ao convite de Deus para sermos santos.
A Virgem Maria deu uma resposta total, sem reservas: “Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra.” Ela é já, também, criatura nova, em atenção à entrega de Seu Filho.
Sendo Jesus Cristo uma pessoa única – Deus e Homem! -, a Virgem Maria é Mãe de Deus. Escolhida, no projecto de salvação, para este serviço de cooperar no mesmo projecto, a sua condição de nova criatura é plena, e desde o princípio. É, deste modo, sinal da humanidade nova!
São estas as três razões pelas quais, há cento e cin-quenta anos, o Papa Pio IX proclamou que Maria “foi preservada imune de toda a mancha da culpa original, no primeiro instante da sua concepção.” Ou seja, desde o início foi isenta desta fragilidade partilhada por toda a humanidade.
E isto porque convinha que, por razão da maternidade divina, fosse imaculada e cheia de graça, possuísse a plenitude da santidade possível às criaturas. Também porque a sua forma única de cooperar na obra da redenção requeria que pudesse apresentar ao Pai a oferenda materna mais pura. E convinha, sem dúvida, que Maria aparecesse como a mulher nova, a nova criação de Deus, a nova humanidade restaurada,… como estímulo e garantia para a mesma humanidade peregrina.
Celebramos, por isso, a certeza dos efeitos da obra salvífica de Jesus Cristo; celebramos o modelo, o estímulo e a esperança dos mesmos efeitos ofertados a todos nós, ainda que a alcançar numa peregrinação em crescendo para essa plenitude.
Q. S.
