Mas de que servem pavilhões majestosos recuperados pela Parque Escolar, se eles podem ser vandalizados à vontade? De que serviu oferecer computadores a quem não sabe tabuada? De que serve gastar milhões com um ensino público que certamente por ironia se chama “gratuito” e que não é valorizado enquanto enorme esforço para os contribuintes e de toda uma sociedade que aposta na formação das crianças e dos jovens?
Helena Matos
Público, 20-10-2010
Não há alternativa ao corte brutal na despesa, dizem-nos. Certo. Mas esse corte tem de ser feito não penas no que é mais fácil mas naquilo que pode permitir uma alteração de fundo do sistema que nos trouxe até esta situação.
Esther Mucznik
Público, 20-10-2010
Hoje, este país de tansos irresponsáveis e de avestruzes de cabeça metida na areia tem o que merece. Só é de lamentar que os justos estejam a pagar pelos pecadores.
Vasco Graça Moura
Diário de Notícias, 19-10-2011
O largo consenso que se percebe na sociedade portuguesa, de apoio a um ajustamento que tem de ter fortes medidas de austeridade, pode perder-se se os portugueses interiorizarem que não há o mínimo de justiça nos sacrifícios pedidos.
Paulo Baldaia
Diário de Notícias, 23-10-2011
No século XVI, quando se queria insultar gravemente alguém, bastava chamar-lhe Lutero. D. frei Bartolomeu dos Mártires aguentou muitas insolências de alguns cónegos, mas protestou vivamente quando o apelidaram de Lutero.
Bento Domingues
Público, 23-10-2011
