A atrofia de que sofre a economia portuguesa há mais de uma década é em grande parte determinada pelos poderes instalados que capturaram o poder político.
Helena Garrido
Jornal de Negócios, 27-12-2011
A tripla crise que vivemos – financeira, económica e social – já teve, pelo menos, o condão de domesticar o desassossego materialista.
Carlos Carreira
i, 28-12-2011
[Palavra de 2011] Lixo – Como Portugal é conhecido nos mercados financeiros.
José Pacheco Pereira
Público, 31-12-2011
2011 talvez tenha sido, para a China, um ano de charneira. A partir de agora não é possível olhar para Pequim sem pensar na capital de uma nova superpotência em ascensão. A preocupação da sua liderança tem sido a de garantir que as ambições chinesas são pacíficas – o lema do regime foi mesmo amaciado de “ascensão pacífica” para um ainda mais brando “desenvolvimento pacífico” –, mas ninguém ignora a dimensão do programa espacial chinês, tal como ninguém deixou de notar a entrada ao serviço de um primeiro porta-aviões.
José Manuel Fernandes
Público, 30-12-2011
Enigma maior é o do tempo. Não o tempo meteorológico, mas aquele tempo que nos faz envelhecer e desaparecer, morrer os nossos pais e amigos, aqueles a quem mais queremos, que tudo devora e anula. Naquele seu abismo devorador, tudo se despenha, e torna-se como se não tivesse sido.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 31-12-2011
Poderemos começar a sair do «nada» se, num assomo de coragem, fizermos o que tem que ser feito.
Paulo Ferreira
Jornal de Notícias, 01-01-2012
