Na Imprensa

As celebrações do Dia da República ficaram marcadas por dois pequenos incidentes: a bandeira foi hasteada de pernas para o ar e uma senhora afirmou o seu desemprego e o seu desespero alto e bom som durante a cerimónia. Nos blogues, nas redes sociais e até no Congresso das Alternativas o desespero da senhora foi goleado pelos trocadilhos à volta da bandeira. A elite portuguesa adora conversas da treta. (…) Imagino que a facilidade com que em Portugal se faz tanta conversa da treta tenha a ver com o facto de haver muitos comentadores que gostavam de ser políticos e muitos políticos que sonham ser comentadores.

Paulo Baldaia

Diário de Notícias, 07-10-2012

“Não há alternativa”. Esta é certamente a frase mais estúpida da atualidade. A mais antidemocrática também. E certamente a mais oportunista – porque quem a profere normalmente está instalado na área dos interesses que salta de governo em governo até ao próximo negócio, sem ideologia nem princípios. Claro que há alternativa. Sempre houve, sempre haverá. Há alternativa às políticas, aos homens que as promovem, aos resultados que se vão conseguindo. Mesmo a boçalidade tem alternativa: o estudo, a leitura, enfim, a cultura. O problema é que eles não sabem…

João Marcelino

Diário de Notícias, 06-10-2012

(…) A esmagadora maioria dos que exigem cortes discordam de todo e qualquer um dos cortes em concreto.

José Manuel Fernandes

Público, 05-10-2012

Pertence à sabedoria descobrir o que há de eterno no efémero. É próprio da idolatria absolutizar obras das nossas mãos. Em nome do combate ao “império do relativismo” e da salvaguarda da integridade das verdades da fé, resvala-se para o absolutismo de fórmulas e regulamentos que não servem nem a esperança nem o amor. A verdade é fruto de uma busca humilde e do acolhimento da divina graça.

Bento Domingues

Público, 07-10-2012