Nobre humildade!

Olho de Lince A idade não é demasiada; mas a senhora já várias vezes me pusera o problema: achava que não reunia as condições para continuar a proclamar a Palavra de Deus, na Eucaristia matinal em que, por norma, participava.

Fui insistindo para que continuasse. Lia bem, era assídua… Era um serviço que prestava à Comunidade; e, àquela hora, não eram muitos os disponíveis para dar esse contributo.

Um dia, ela chegou com gravidade à sacristia, no final da Celebração. “Senhor Padre, sabe quanto me custa deixar de ler. Mas as dificuldades de movimentação, de visão e mesmo de força de voz já são visíveis. A Palavra de Deus merece ser proclamada com mais vida. Dispense-me, por favor”.

Não tive coragem de insistir, sobretudo diante da humildade – verdadeira nobreza de quem reconhece os seus limites. Agradeci e enalteci a sua atitude.

Q.S.