Grupo de Aveiro na XX Jornada Mundial da Juventude “Cantai, rezai, celebrai o Senhor/Ele nos acolhe povo do mundo/Cantai, rezai, celebrai o Senhor/Ele nos acolhe na sua casa”. Esta foi uma entre tantas outras melodias, que, com frequência, era entoada entre o grupo de Aveiro, durante a XX Jornada Mundial da Juventude. Importada directamente de Metz, onde o grupo coordenado pelo SDPJ Aveiro fez a sua pré-jornada (Neufgrange) e traduzida directamente do francês, ela encerra em si todo o espírito de uma Jornada Mundial da Juventude: o motivo, a universalidade, o acolhimento e a alegria.
Durante quase 15 dias, a centena de jovens que partiu de Aveiro, enviada por D. António Marcelino, empenhou-se numa peregrinação que culminou na semana de 15 a 21 de Agosto em Colónia, o coração da XX JMJ, “a primeira sem o seu mentor, João Paulo II, mas também a única que contou com a presença de dois papas, um em pensamento e outro em presença”, como dizia um bispo brasileiro numa catequese, recordando as palavras do Cardeal de Colónia, na recepção aos jovens no dia 16 de Agosto.
Dusseldorf — a par com Bona e a Capital do encontro, Colónia — era a terceira cidade do triângulo desta jornada. Atravessada pelo Reno, foi também anfitriã de centenas de jovens portugueses e brasileiros. Durante uma semana, os aveirenses ficaram instalados em casas de famílias alemãs, que, ao contrário do que muitos pensavam, foram de um “acolhimento surpreendente, uma verdadeira lição dada a todos os jovens, apesar dessa grande barreira que era a língua”, como referiu o mesmo bispo brasileiro na sua catequese. Entre o grupo, havia até quem comentasse, com alguma traquinice, que “as línguas só atrapalham; a melhor comunicação passa pela fé no que se quer transmitir.”
Entre Dusseldorf e Colónia
Os quatro dias de jornada, propriamente ditos, foram passados entre Dusseldorf e Colónia, com as manhãs a concentrarem os jovens nas paróquias de acolhimento. Para o grupo de Aveiro, o dia começava com a oração da manhã na igreja de St. Benediktus, uma das quatro igrejas da paróquia. Os jovens reuniam, depois do pequeno-almoço, o grupo em oração ou para receber indicações para as actividades desse dia e partiam de novo para a catequese, se fosse caso disso, que tinha lugar na “Bunkerkirche” (outra das igrejas desta diocese e cujo nome advém do facto de durante a IIª Guerra Mundial ter servido de “bunker”, protecção, à população daquela zona).
A semana foi marcada pelas catequeses reflectindo a Eucaristia e a mensagem desta XX Jornada Mundial da Juventude. Tanto o bispo brasileiro de Palmas como o bispo de Beja, recordaram, nas suas reflexões, João Paulo II; este último fez questão de tornar presentes as palavras do Santo Padre ditas em Portugal dirigindo-se aos jovens em 1982: “Um jovem é um aliado natural de Jesus Cristo. Quando o jovem descobre isto, ele é capaz de tudo”. Além destas catequeses, os jovens tiveram ainda oportunidade de receberem o sacramento da reconciliação, assim como de participarem nas eucaristias. À semelhança do caminho dos Magos, os jovens fizeram a sua peregrinação terminar simbolicamente na catedral de Colónia. Vindos dos quatro cantos do mundo, os jovens misturavam-se numa Colónia de idiomas, bandeiras, cores e tradições. Foi em silêncio, depois de uma oração de grupo num recanto de uma cidade a fervilhar de fraternidade, que, pelo meio da multidão, o grupo foi fazendo o seu caminho.
A semana de jornada terminou, como sempre, num acampamento sob as estrelas, debaixo da ameaça da chuva que não caiu, mas sob um frio que não conseguiu gelar o coração destes mais de 800 mil jovens. Marienfeld foi o campo de concentração onde a noite de vigília e a eucaristia de envio foi palco do primeiro grande encontro de Bento XVI com esta geração. Antes de se despedir, no domingo, e depois de cumprimentar os jovens em língua Portuguesa, houve ainda tempo para marcar encontro com a juventude do mundo inteiro, em 2008, na Austrália.
Catarina Pereira, SDPJ
Primeira viagem de Bento XVI fora de Itália
A Jornada Mundial da Juventude, em Colónia, de 16 a 21 de Agosto, foi o destino da primeira viagem papal de Bento XVI. O Papa chegou no dia 18 de Agosto à Alemanha e partiu no dia 21. O primeiro dia ficou marcado por um passeio no rio Reno e pela visita à catedral de Colónia. No dia 19, Bento XVI visitou a sinagoga de Colónia, encontrou-se com seminaristas e participou numa sessão ecuménica. No sábado, 20, o Papa recebeu autoridades civis alemãs, como o chanceler Gerhard Schroeder, e representantes de comunidades muçulmanas. À noite, participou na vigília com os jovens. No domingo, último dia das JMJ, o Papa presidiu à missa de encerramento das Jornadas e encontrou-se com os bispos alemães, antes de regressar a Roma.
Números da Jornada Mundial
Estiveram na XX Jornada Mundial da Juventude cerca de um milhão de jovens, oriundos de 193 países. Da diocese de Aveiro marcaram presença meia centena de jovens. Durante estes dias, que coincidiram com a primeira viagem do Papa fora de Itália, Bento XVI fez 12 discursos.
Jovens manifestam a sua disponibilidade num encontro do Caminho Neocatecumenal
Cerca de dois mil jovens manifestaram a sua disponibilidade em seguir Deus na vida consagrada, após as Jornadas Mundiais da Juventude, celebradas em Colónia.
Os jovens responderam ao «chamamento vocacional», num Encontro Mundial de Jovens organizados pelo Caminho Neocatecumenal, no qual participou o seu fundador, Kiko Arguello, em Bona, Alemanha.
Arcebispo de Sydney entusiasmado com Jornada da Juventude 2008
O Arcebispo de Sydney, na Austrália, Cardeal George Pell, recebeu com entusiasmo o anúncio do Papa Bento XVI de que a Austrália será a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude 2008 (JMJ), e assinalou que o evento ajudará a consolidar a fé dos católicos daquele país-continente. «Juntos reforçaremos a fé da Igreja na Austrália», disse. Entretanto, Mel Gibson, australiano e realizador do filme “A Paixão de Cristo”, terá sido convidado para “embaixador do evento”.
