É um desafio de dois gumes, a concentração escolar. Se, por um lado, permite uma eventual melhor gestão de recursos materiais e humanos, uma socialização mais plural e enriquecida, por outro lado, dilui as relações de educadores com educandos e vice-versa, retira a possibilidade de proximidade e integração num “ecossistema” ou microclima cultural e social mais consistente.
As escolas do primeiro ciclo do Ensino Básico disseminadas pelas nossas vilas e aldeias, cada vez mais reduzidas no seu número e na frequência de alunos, são o expoente máximo deste problema.
Eu, ainda assim, apostaria na escola de proximidade. Senti-o, nestes dias, com professores e auxiliares de acção educativa numa harmoniosa permuta com os pequenos grupos de alunos, um intercâmbio excelente entre os docentes, a vivência de uma atmosfera de valores fundamentais ao sereno desabrochar dos mais novos, uma possibilidade de envolver mais as famílias no processo educativo, o salutar convívio intergeracional… Gostei! E resolveria muitos dos problemas que vivem as nossas escolas! E resultaria, seguramente, num outro sucesso educativo.
Q.S.
