
No dia 29 de junho, domingo, a comunidade paroquial de S. Vicente da Branca homenageou o padre Manuel Marques Dias, “filho da terra”, pela passagem do 60.º aniversário da sua ordenação sacerdotal. A cerimónia ocorreu por volta das 11h00, na igreja matriz, com uma missa presidida pelo homenageado e concelebrada com o padre Joaquim Martins (pároco), padre Cirne (capelão da Casa Diocesana de Albergaria) e coadjuvada pelo diácono permanente. Entre os fiéis foi notada a presença de pessoas das paróquias por onde ele passou, nomeadamente Borralha, Cacia e Oiã.
Durante a homilia o padre Manuel Marques Dias fez algumas referências aos trabalhos pastorais que assumiu. “Para Cacia, não fui tomar posse, mas começar um trabalho”. “Sou adepto da verdade, justiça e sinceridade no coração”, disse, referindo-se ao seu modo de estar na vida e na Igreja. “O P.e Conde foi o melhor professor que tive. Estive na Branca no início. Na Borralha e em Cacia estive 15 anos”, disse ainda.
No decorrer da celebração foi-lhe oferecido um ramo de flores por um representante da comunidade e um exemplar da flor-de-lis, em tamanho grande, pelo agrupamento de escuteiros.
A solenização da Eucaristia esteve a cargo do grupo coral paroquial (centro da Igreja).
O P.e Manuel Marques Dias foi sempre um sacerdote simples, tendo sido assistente local da JAC (Juventude Agrária Católica). Nasceu no seio de uma família de agricultores que vivia do amanho da terra, do lugar de Cristelo, desta paróquia.

com o P.e Conde ao centro
Foi um dos primeiros seminaristas da Branca a ser ordenado sacerdote, “guiado” pelo padre Conde. E foram muitos e não será por demais enumerá-los: Padre dr. Leonardo Pereira, António de Almeida, João Evangelista, Artur Pires da Conceição, que ingressou no seminário da diocese de Beja, José Camões, Querubim Silva, Alberto Nestor e muitos outros que não chegaram a ser ordenados.
Mais tarde, no tempo do padre Valdemar Costa, foram ordenados mais dois: Ângelo Silva e Mário Silva (clero regular). Nesse tempo a Branca “deu” muitos sacerdotes à diocese, ao invés da atualidade em que a crise de vocações tem vindo a aumentar de forma drástica.
No exercício da sua atividade pastoral, o P.e Manuel Marques Dias foi coadjutor da Branca no tempo do padre Conde, pároco de Vilarinho do Bairro, Borralha, Oiã, esteve depois ao serviço da comunidade migrante portuguesa em França e foi pároco de Cacia, retirando-se depois devido a problemas de saúde, vivendo agora no lugar de Soutelo da freguesia da Branca, onde ainda presta algum auxílio à equipa paroquial quando pode.
Alírio Silva
