Párocos de Anadia repudiam cortes no financiamento dos colégios

Os colégios têm um projecto educativo sério e estão preocupadas com o crescimento integral dos alunos. Os padres aconselham os pais a fazerem as matrículas para próximo ano lectivo já em Janeiro.

Os párocos do arciprestado de Anadia repudiam, em comunicado, os cortes ao financiamento dos dois colégios existentes no concelho e que têm contrato de associação: o colégio D. Bosco, dos Padres Salesianos, em Mogofores, e o Colégio de Nossa Senhora da Assunção, em Famalicão, das Irmãs de S. José de Cluny.

Na reunião de 7 de Janeiro, os sacerdotes aprovaram um texto em 10 pontos em que afirmam que os colégios servem a comunidade de Anadia há décadas, “antes da existência das escolas estatais”, e realçam que “são escolas totalmente gratuitas”, graças aos contratos de associação, celebrados há mais de 30 anos, o que possibilita que as pessoas de menor rendimento escolham a escola para os seus filhos. Nestas “escolas públicas de gestão privada”, “só não entram todos os candidatos, porque o Ministério da Educação, não permite a abertura de mais turmas, obrigando os colégios a excluir muitas turmas dos que preferiam essas escolas”, referem.

Os padres salientam que frequentar uma destas escolas fica mais barato mil euros por ano e por aluno (dados da OCDE), não se compreendendo que num tempo de défice orçamental, o governo pretenda “acabar com escolas onde gasta menos dinheiro dos impostos de todos”. Denunciam, por outro lado, que nas escolas intervencionadas pela empresa Parque Escolar o Estado vai pagar 2,02 euros por metro quadrado e por mês, enquanto nos colégios não paga qualquer renda ou aluguer, e temem que o Ministério da Educação imponha aos colégios “apenas as [turmas] que não couberam nas escolas estatais do concelho de Anadia”.

Aos pais que tencionam inscrever os seus filhos no próximo lectivo, nos colégios de Famalicão e de Mogofores, os padres aconselham, perante as actuais circunstâncias, que o façam até do final do mês de Janeiro, “manifestando assim a sua determinação e liberdade de escolha da escola”, o que “só aos pais pertence e não ao Estado”.