Portugal entre os países menos corruptos

Última coluna Normalmente, as estatísticas europeias e mesmo mundiais costumam posicionar Portugal em lugares nada agradáveis. Por isto ou por aquilo, lá estão os portugueses a serem referenciados como dos menos bons, o que tem criado em muitos de nós, certamente, um certo complexo de inferioridade. Felizmente, de quando em vez lá surgem boas razões que nos acicatam para encetarmos com mais afinco caminhos de progresso e de auto-estima.

Na passada semana veio mais um inquérito, dos muitos que se fazem a toda a hora, por tudo e por nada. Desta feita sobre os índices de corrupção. E o que diz? Apenas isto: Portugal está entre os países menos corruptos do mundo. E nós por aqui sempre a protestarmos contra tudo e contra todos. Afinal, até somos bons em muitas áreas.

Para já, ocupa o 25º lugar no índice mundial de corrupção no mais recente relatório da organização Transparência Internacional.

O estudo mantém os países nórdicos no topo da lista dos que registam menor corrupção, estando a Finlândia no primeiro lugar, vindo outros depois, nomeadamente a Islândia, a Dinamarca, a Nova-Zelândia e Singapura.

À frente de Portugal, que conseguiu a pontuação de 6,6, numa escala de zero (alto nível de corrupção) a dez (alto nível de transparência), estão países como a França e a Espanha (com 6,9). Os mais corruptos são o Bangladesh, a Nigéria e o Haiti.

Esta classificação, publicada todos os anos, é baseada num cálculo efectuado a partir da percepção do grau de corrupção de agentes empresariais, universitários e analistas de vários países.

F.M.