Que complicado é o dinheiro…

Uma pedrada por semana Andamos bombardeados pelos problemas do dinheiro, mesmo quando não o temos ou o que temos não dá para desassossegos. É a crise mundial, os bancos aflitos mesmo dizendo que não, os pobres a clamar que não chega, os ricos preocupados por saber se está seguro o seu depósito, as fábricas que fecham por falências e deixam mais pessoas no desemprego, os reitores das universidades a ameaçar que fecham se o ministro não abrir depressa os cordões à bolsa… A tocar mais na pele do cidadão comum, lá vem o grito angustiante de que se ganha cada vez menos, que o salário mínimo é uma miséria e que assim aumentam cada dia os candidatos ao RSI… E já se fazem contas para o próximo Natal …

Por outro lado, sentimo-nos todos pequenos porque se fala de milhões como se se falasse de dúzias de castanhas ou de copos de tremoços. É tudo tão grande, que ficamos logo sossegados pensando que o assunto não tem a ver connosco. Mas parece que tem. Acaba tudo por ir ao bolso dos que têm pouco, porque os impostos também são para estes…

Para os políticos a crise é conforme. Há ou não há, consoante…

Entretanto, até os assaltos estão a ser perigosos, porque a morte espreita e pode entrar sem se fazer anunciar. Sempre o dinheiro, o vil metal, o “excremento do diabo”, como já chamaram ao maganão.

Resta a esperança no euromilhões, à falta de critérios para ler o fenómeno.

Quem sabe? Até pode sair aos pobres, porque os pobres também são gente… e até jogam.

António Marcelino