Fotorreportagem A Casa Museu Egas Moniz reabriu portas ao público no passado dia 26 de janeiro. A reinauguração integrou o programa comemorativo do aniversário da elevação de Estarreja a cidade.
O edifício, que serviu de residência de férias ao único português que ganhou um Prémio Nobel da Medicina, esteve encerrado para obras de manutenção e conservação, em especial devido aos problemas surgidos com os pisos de madeiras. A casa está inserida na vasta propriedade da Quinta do Marinheiro, que possui jardins, percursos pedonais e um moinho de água recuperado e em funcionamento.
Novo percurso sensorial
Rosa Maria Rodrigues, diretora da Casa Museu realçou, na visita inaugural, a criação de um “novo percurso sensorial” surgido pela redecoração dos espaços para que “ganhassem mais cor e calor, para colmatar a frieza da pedra”.
Esse novo percurso é mais visível no piso térreo, onde funcionavam as áreas mais sociais da antiga moradia de Egas Moniz (biblioteca, sala de jogo, sala de jantar, cozinha, entre outras) já que no andar superior o circuito manteve-se praticamente inalterado devido ao seu ar mais intimista. Ali ficam dependências como o quarto do casal, o quarto de visitas, os quartos de vestir, o escritório, e a sala oratório.
Espaços expositivos
Se todo o edifício que serviu de residência a Egas Moniz é um verdadeiro museu pela qualidade das peças que decoram os diversos aposentos, numa dependência anexa posteriormente adaptada a museu encontram-se exposições temáticas, nomeadamente a sala dedicada à atribuição do prémio Nobel da Medicina, a sala das pratas, a sala das porcelanas, a sala dos vidros e a sala da pintura portuguesa, com destaque para obras de Henrique Medina e outros grandes vultos das artes nacionais do século XX.
C.F.
