
Na tarde de sábado, há peregrinação, renovação da “aliança de amor” e Eucaristia no Santuário de Schoenstatt.
O Movimento de Schoenstatt celebra no próximo sábado 100 anos. Foi no dia 18 de outubro de 1914 que o padre P. José Kentenich (1885-1968) propôs a alguns jovens, na capela do vale de Schoenstatt, na Alemanha, que fizessem com Nossa Senhora uma “aliança de amor”. Este pequeno gesto deu origem a um movimento de espiritualidade principalmente familiar e juvenil, centrado em Nossa Senhora (invocada como Mãe Três Vezes Admirável) e nos santuários, que hoje está presente em mais de 90 países.
As comemorações acontecem na Alemanha, no santuário original, que só recentemente foi doado pelos Padres Palotinos ao Movimento de Schoenstatt, e um pouco por todos os quase 200 santuários espalhados pelos cinco continentes. Em Portugal, há quatro: Lisboa, Aveiro (Gafanha da Nazaré), Porto e Braga.
No Santuário da Gafanha da Nazaré, na sexta-feira, a partir das 18h, assiste-se à vigília transmitida a partir do santuário alemão e às 21h tem lugar a vigília de oração local. Os fusos horários não permitem que as vigílias sejam em simultâneo. O sábado é o grande dia das comemorações. Pelas 15h, pessoas ligadas ao movimento, simpatizantes e pessoas em geral concentram-se na Casa José Engling e fazem uma peregrinação até ao santuário. Pelas 15h30, seguindo a transmissão do santuário original, renova-se a “aliança de amor”. Trata-se de “atualizar a fé no mistério de Schoenstatt, que Maria atua através do acontecimento de há cem anos e continua a atuar”, adianta P.e Carlos Alberto, sacerdote deste Movimento.
Na Alemanha, dois gestos assumem especial simbolismo. A imagem da Mãe Três Vezes Admirável é recolocada no santuário, para significar a oferta de graças através da mãe do Filho de Deus, e é entronizado o “Símbolo do Pai”. O “Símbolo do Pai”, explica o P.e Carlos Alberto, é um “triângulo, símbolo tradicional da Santíssima Trindade”. “Pela primeira vez, o símbolo será posto no santuário original, depois de ter andado pelo mundo, tento estado três vezes em Portugal”, frisa. E por que é que este símbolo é especial? “O símbolo foi oferecido ao P.e Kentenich e ele, fundador, entregou-o a um padre diocesano de Schoenstatt para que este assumisse a responsabilidade de algum dia o entregar ao santuário original”, diz P.e Carlos Alberto. O dia chegou, tanto mais que o santuário, que era dos Padres Palotinos (José Kentenich era diretor espiritual desta congregação), foi formalmente doado em 2013 ao movimento que nele nasceu e há muito o dinamizava.
Para concluir as comemorações no santuário aveirense, D. António Moiteiro preside à Eucaristia, no sábado, pelas 18h30.
Um último momento do centenário está marcado para o dia 25 de outubro, em Roma. A família mundial de Schoesntatt, incluindo o P.e Carlos Alberto e alguns casais da Diocese de Aveiro, vai encontrar-se com o Papa Francisco. É às 12 horas, na Sala Paulo VI, no Vaticano.
