Sede é prenda dos 25 anos de escutismo na Palhaça

Mário Braga , Chefe de Agrupamento, assina o protocolo perante os olhares de P. Leonel Abrantes, pároco, e José Carlos Santos, Chefe Regional do CNE
Mário Braga , Chefe de Agrupamento, assina o protocolo perante os olhares de P. Leonel Abrantes, pároco, e José Carlos Santos, Chefe Regional do CNE

Prioridades do Agrupamento 970: “conseguir excelência” para o campo de formação; fazer obras na nova sede; e renovar as chefias do agrupamento.

 

A Paróquia da Palhaça cedeu as antigas instalações do seu centro social ao Agrupamento de escuteiros, que fará delas a sua sede. O protocolo foi assinado na noite de 5 de fevereiro, no início das comemorações dos 25 anos de fundação do Agrupamento n.º 970 São Pedro da Palhaça, cumprindo uma promessa antiga. De facto, como foi explicado, o Agrupamento já teve um terreno para construir a sede, doado pela Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, mas acabou por cedê-lo à paróquia, para esta expandir o centro social paroquial, o chamado Espaço Vida. A solução agora encontrada põe fim a um certo desentendimento – aludido na sessão, mas não explicado – entre paróquia e escuteiros e dá ao agrupamento um espaço digno

para desenvolver as suas atividades. Até agora a sede estava numas salas cedidas pela Junta de Freguesia.
Mário Braga, chefe de agrupamento, na sua intervenção lembrou que o 970 foi fundado no dia 6 de janeiro 1991 por dois casais católicos convidados pelo pároco e pelo presidente da Junta de Freguesia. Recordou que em 1995 começaram a construir o Campo de Formação Padre Horácio Cura. E apontou três prioridades para os próximos tempos: “conseguir excelência” para o campo de formação; fazer obras na nova sede; renovar as chefias do agrupamento.
P.e Leonel Abrantes, pároco da Palhaça e assistente de agrupamento, realçou o valor do escutismo na educação dos jovens e realçou o papel dos dirigentes: “Não desistais de acreditar que esta escola vale a pena”.
Intervieram ainda os autarcas da Palhaça (presidente da Junta e da assembleia de Freguesia), que realçaram a dedicação dos chefes; o P.e João Gonçalves, representando o Bispo de Aveiro, que lembrando as leis do escuta (“o escuta pratica diariamente uma boa ação” ou “o escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros escutas”) exortou-os a “testemunhar com ações aquilo que professam com palavras”; José Carlos Santos, chefe regional do CNE, realçou que “a paróquia da Palhaça ficou mais rica” após a chegada do movimento escutista; e o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, Mário João Oliveira.

 

Subsídios da Câmara
O autarca, antigo dirigente escutista de Oiã, lembrou que usufruiu na sua formação do campo P.e Horácio Cura e prometeu que a Câmara Municipal ajudaria os escuteiros com um subsídio – não quantificado – para o campo de formação e a paróquia com 15 mil euros. A paróquia tinha solicitado apoio financeiro à Câmara Municipal para arranjos na igreja nova e na igreja velha. A verba agora prometida poderá ser utilizada nos arranjos exteriores da nova sede escutista, os quais, segundo o protocolo assinado, são da responsabilidade da paróquia.
J.P.F.