“Ser peregrino é percorrer os caminho do mundo e deles fazer os caminhos de Deus”

Três mil pessoas terão estado no Santuário de Schoenstatt, na Gafanha da Nazaré, no primeiro domingo de Maio.

“Quero ser peregrino convosco e como vós”, afirmou o Bispo de Aveiro, na primeira peregrinação a que presidiu. D. António Francisco presidiu à peregrinação diocesana do dia 6 de Maio, centrando a reflexão da Eucaristia que encerrou o dia em quatro aspectos: a condição de peregrinos; a importância dos santuários; a renovação familiar; e as consequências sociais da fé.

“Ser peregrino é percorrer os caminhos do mundo e deles fazer os caminhos de Deus”, disse o Bispo de Aveiro. “A peregrinação nasce na alma do crente”, acrescentou. E, porque quem peregrina leva as suas preocupação ao santuário, o Bispo de Aveiro lembrou várias vezes e com particular afecto os 700 da diocese de Aveiro que nesse domingo estavam em Fátima, no encontro nacional Fátima Jovem (ver página 4) e os cerca de mil finalistas do Ensino Superior que, ao final da manhã, celebraram a Bênção.

Retomando expressões dos seus primeiros dias na diocese de Aveiro, D. António Francisco disse que quer caminhar com todos os seus diocesanos, com as suas “alegrias e esperanças”, “sonhos e projectos”, “intenções e preces”, “problemas e sofrimentos”.

Santuários e vocações

Porque “o centro da peregrinação é o altar”, o Bispo de Aveiro realçou que “os santuários são lugares eucarísticos por excelência”. Nesse sentido, proporcionam “momentos de oração e espaços de descoberta vocacional”.

O dia foi vivido sob o lema “Com Maria, ao serviço da Família”. D. António exortou à vivência dos valores cristãos. É na família que “o amor fiel e santo se torna mais necessário: amor no casal, na unidade do lar, no despertar da fé, na educação religiosa dos filhos, na abertura às outras famílias, no serviço aos outros”, disse. “Na família, o amor e o perdão nunca são excessivos”.

D. António Francisco concluiu as suas palavras apelando a que a fé dos cristãos tenha consequências sociais, porque “os pobres não podem esperar”. Vivendo-se o Dia da Mãe, o Bispo de Aveiro proclamou um poema dedicado a todas as mães.

Obrigado, Mãe

Dizer “obrigado” é pouco

Mas dizer-te “obrigado” é tudo o que resta

Quando tudo já tiver sido dito.

Obrigado Mãe

Pela vida

Que nunca recusaste dar-me.

Obrigado pelo amor

Que nunca hesitaste oferecer-me.

Obrigado pelos sacrifícios

A que nunca te furtaste.

Obrigado pela fé

Com que sempre me inundaste.

Obrigado por seres

Sempre berço a que volto

E fonte a que regresso.

Obrigado

Pelo testemunho

Pela fidelidade.

Obrigado

Por me teres dado a vida

E por seres vida em mim.

Excerto do poema da Comissão Episcopal da Família (2004), que D. António Francisco proclamou.