D. António recebe Medalha de Ouro no 31º aniversário da Universidade “Eminente Homem da Igreja, defensor do valor da dignidade humana e da justiça, tem obra feita” – assim justificou Helena Nazaré, reitora da Universidade de Aveiro, a atribuição da Medalha de Ouro a D. António Marcelino, no decorrer da celebração do 31º aniversário da Universidade de Aveiro, na passada sexta-feira.
O galardão foi criado pelo Senado no ano passado, para “distinguir personalidades que se destaquem pela sua acção e mérito em favor da região ou da Universidade de Aveiro”. Este ano, pela primeira vez, foi atribuído ao Bispo de Aveiro e a João Lopes Baptista, professor cate-drático aposentado, que “contribuiu para o lançamento das primeiras iniciativas de colaboração com empresas da região e projectou a universidade no plano nacional e internacional”. João Lopes Baptista não esteve presente na cerimónia.
Sobre o Bispo de Aveiro, a reitora afirmou que “com intervenções nas mais variadas áreas da sociedade, muito tem contribuído para o permanente questionar das opções por todos tomadas, quer a nível individual quer institucional, impulsionando desta maneira o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e inclusiva”. De passagem, Helena Nazaré referiu o Centro Universitá-rio Fé e Cultura como uma das realizações do Bispo de Aveiro.
À saída da cerimónia, D. António Marcelino afirmou ao Correio do Vouga que “a Universidade de Aveiro esteve sempre aberta à sociedade e soube integrar-se bem”. A medalha recebida significou, para o Bispo de Aveiro, “um reconhecimento da Universidade atenta aos dinamismos da sociedade civil”. “Eu nada mais fiz do que o que me competia”, concluiu D. António Marcelino.
Excelência é prioridade
A sessão do 31º aniversário, algo atribulada devido a cortes de electricidade, ficou também marcada pelo doutoramento Honoris Causa de João Pedroso Lima, professor de Coimbra da área da bio-engenharia, que colaborou com Aveiro na investigação sobre sinal e imagem médica (obtenção de imagens médicas por meios electrónicos), uma das marcas de referência da Universidade.
Os 14 melhores caloiros (notas de entrada na universidade) receberam bolsas de estudo, numa iniciativa que visa atrair para este estabelecimento os melhores. Por várias vezes, a reitora da Universidade defendeu a necessidade de continuar um caminho de excelência, atraindo os melhores alunos e professores e ministrando o melhor ensino e fazendo a melhor investigação; daí não se compreendendo que esta universidade seja “sistematicamente prejudicada em matéria de financiamento”.
No 31º aniversário foi ainda assinado um protocolo com a associação dos antigos alunos para facilitar estágios da UA. Por fim, inaugurou-se o painel “Voamos mais alto”, de Zé Penicheiro (ver Correio do Vouga de 15-12-04), porque – disse Helena Nazaré – “é preciso olhar o céu e voar mais alto”.
