Criado no dia 25 de março de 1987, o Centro Universitário Fé e Cultura completa no próximo domingo 25 anos Manuel António Coimbra, professor na UA, preside ao grupo que dinamiza as comemorações dos 25 anos do CUFC.
Correio do Vouga – Quais são os pontos altos das comemorações dos 25 anos do CUFC?
Manuel António Coimbra – O objetivo é projetar o CUFC no futuro, na construção de mais 25 anos de serviço à comunidade universitária, seja no desenvolvimento e apoio humano e social a favor dos estudantes que dele carecem, seja na formação espiritual, moral, social e cultural. O CUFC é, e tem de continuar a ser, também um lugar de acolhimento, convívio, reflexão e estudo. As comemorações fazem uma retrospetiva do passado, criando memória do que de bom se construiu, mostrando que muito ainda há a fazer porque os propósitos para que foi criado ainda estão muito longe de ser atingidos. Estas comemorações, com atividades muito diversificadas, como sejam o ciclo de palestras sobre os desafios que se colocam à pastoral universitária, a visita pastoral do nosso Bispo, D. António Francisco, à Universidade de Aveiro, o livro comemorativo, a exposição dos 25 anos de atividade, a plantação de 25 árvores no campus, o concerto comemorativo, a construção de um monumento no campus ou a celebração eucarística de dia 25 de março, têm como objetivo dinamizar as atividades do CUFC. Por isso, não pode haver um ponto alto nas comemorações, pois estas têm que ser a base, a rampa de lançamento para voos mais altos, para muito mais atividades, para muito mais envolvimento da comunidade académica, para muito mais apoio social e humano, para muito mais formação espiritual, moral, social e cultural. Se houver um ponto alto, tal quererá dizer que o objetivo não foi atingido, pois ficámo-nos pela superficialidade de uma ação pontual e não pela sua perenidade.
As comemorações pretendem envolver a comunidade académica e os frequentadores do passado. Como está a ser feito?
As comemorações pretendem envolver todos, os do passado e os do presente, para podermos chegar aos do futuro. Há ações feitas para os do passado, como por exemplo, a elaboração do livro e a exposição. Há ações para os do presente, como o ciclo de palestras, a visita pastoral à Universidade, o concerto e a Eucaristia festiva. Mas o mais importante são as ações que se irão fazer para o futuro, entendendo como futuro o segundo a seguir àquele que estamos a viver. Ou seja, o futuro é agora. Por isso, as comemorações envolvem duas ações com muito simbolismo para as gerações futuras, como sejam a plantação de árvores e a construção de um monumento no campus universitário que envolverá uma grande parte da comunidade universitária desde já e daqui a 25 anos, quando o CUFC fizer 50 anos. A nossa ideia é plantar 25 árvores no campus universitário que sejam uma marca visível da presença do CUFC. Essas árvores vão crescendo. Lentamente, dizem uns, sustentadamente, dizem outros. É assim que queremos que o CUFC cresça, de forma sustentada, com verticalidade, mas também com a transversalidade para que os seus serviços possam chegar a toda a comunidade.
Um professor do Departamento de Comunicação e Arte está a elaborar um projeto de um monumento que encerrará mensagens dos estudantes da UA para serem lidas quando o CUFC celebrar 50 anos. A realização deste monumento, que esperamos que possa estar construído em 2013, será um marco na Universidade, lembrando-nos a todos a existência do CUFC e que a razão da sua existência está no serviço que tem a prestar à comunidade.
Fez parte da equipa inicial do CUFC, há 25 anos, e regressou à equipa. O que mudou no modo de ser cristão no ambiente académico? E no trabalho do CUFC?
Na altura éramos assistentes. Podemos hoje dizer que fomos uns privilegiados, pois acabámos os nossos cursos e pudemos desde logo começar a trabalhar e construir família. Não sei se alguma coisa mudou no modo de ser cristão no ambiente académico. Cada um exprime-se e tem a postura que acha que deve ter. Há gente mais dinâmica e há gente mais contemplativa. O cristão é um ser do mundo e, com os talentos que Deus lhe deu, tem que contribuir para que o mundo melhore. E isso começa pelo próximo, tal como aprendemos na catequese. O mundo académico pode ser um mundo desafiante para um cristão quando se quer confrontar a fé com a razão. Quando se interiorizam estes dois conceitos e fazem parte da nossa vida quotidiana, o ambiente académico é exatamente igual a qualquer outro ambiente. Em relação ao CUFC, é necessária a criação de uma equipa de missão. Uma equipa com uma liderança forte, dinamizadora de todos aqueles que estão disponíveis para, apesar das vidas agitadas que levam, acolher e proporcionar um espaço de formação e de desafios que valorizem a comunidade.
