Olho de Lince O telefone tocou. A conversa não parecia interessante: “Há possibilidade de assinalar as bodas de prata de um casal na sua própria casa, com um grupo de amigos?”… O que poderia significar isso: alergia à Comunidade, ritualismo sem compromisso, ‘cristianismo’ social?… Mas nada como acolher os pretendentes a esta ‘celebração’.
Foi muito interessante: dois filhos, já crescidos e a abrir caminhos de futuro nas universidades, vinham solicitar esta presença, com um breve rito de acção de graças, em meio de um convívio familiar. Tinham pensado em surpreender os Pais. Embora a data já tivesse passado, só agora era possível o encontro, dado que um deles frequenta a universidade do lado de lá do mar.
O clima foi óptimo: desde a convicção dos festejados, na sua acção de graças, ao respeito dos presentes, à felicidade da família – destes dois filhos em particular, tudo manifestou que valeu a pena acolher e não excluir. E ficou a certeza de que aqueles dois jovens tiveram um apurado senso dos valores.
Q.S.
