Zonas Industriais de Nova Geração

AIDA apresentou projecto GeoInvest A criação de Zonas Industriais de Nova Geração (ZING) e a definição do que são empresas de nova geração esteve em análise no seminário promovido pela AIDA –Associação Industrial do Distrito de Aveiro.

Para que uma ZING se torne realidade, tem que atrair empresas de nova geração, as quais, no dizer de Eduardo Anselmo, investigador na Universidade de Aveiro, “não têm que estar na biotecnologia ou na tecnologia da informação, mas que tem a ver como elas actuam, em qualquer sector de actividade”.

Para uma empresa atingir esse estatuto, “tem que saber tudo sobre o mercado onde quer e deve actuar, saber tudo sobre a tecnologia que irá utilizar”; terá ainda que “ter todas as condições para usar essas informações” e “fazer que o mercado saiba que ela tem todas essas condições”.

Este docente universitário considera que as ZING devem ter em atenção as condições técnicas dos edifícios instalados, as condições técnicas e o desenho urbanístico do parque, os serviços que o parque pode servir às empresas instaladas, os serviços que proporcionam qualidade de vida às pessoas (e respectivas famílias) que nele trabalham, ao nível residencial, cultural, serviços de saúde, acessibilidades e outros.

Na opinião de Eduardo Anselmo, na região formada pelos onze municípios que integram a AMRia há espaço para uma única ZING, ainda que ela possa estar em rede, com vários pólos. Esse parque deve estar associado aos centros de investigação e de conhecimento, nomeadamente aos da região.

Borges Gouveia, da Agência de Inovação, sublinhou que as empresas da nova geração estão “baseadas no conhecimento, estão preocupadas com o mercado e com os produtos e serviços de que vão dispor e que os clientes querem”.

Nestas empresas, o conhecimento significa competência e a sua atenção está focalizada no cliente; e estão “a pensar constantemente na inovação dos seus produtos e serviços”, com o objectivo de “diferenciar os produtos e serviços que a concorrência já tem”. Para além disso, têm que dominar a fiscalidade, a contabilidade e o código laboral. São empresas globais e internacionais, que funcionam em rede, mas que estão centralizadas onde está a “massa cinzenta”. Estas empresas têm grande flexibilidade ao nível produtivo e criativo, estão concentradas no mercado e têm bons técnicos.

“A inovação em Portugal está na lógica do desmantelamento da administração central”, afirmou Borges Gouveia, para quem é inadmissível o tempo de mora na tomada de decisão por parte da burocracia central.

Para este membro da Agência de Inovação, tem que haver “mais empresas a fazer mais inovação, mais empresas a inovar”, tem que se “massificar a inovação”. Igualmente, “cada produto tem o seu mercado e cada mercado tem a sua estratégia de inovação”.

C. F.