Jul 7, 2014 | Documentos
O Encontro Nacional de Secretariados Diocesanos de Migrações, decorreu em Tomar no Centro Pastoral Paroquial, de 30 de junho a 4 de julho de 2014, contando com a participação de D. Manuel Pelino Bispo de Santarém, D. António Vitalino Dantas, Bispo de Beja e membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, Fr. Francisco Sales Diniz, ofm, secretário desta Comissão e diretor da Obra Católica Portuguesa de Migrações, 40 Delegados das dioceses portuguesas, 4 Representantes das Missões Católicas de Língua Portuguesa de Andorra, África de Sul, França e Holanda, e os coordenadores da Capelania dos africanos e da Capelania nacional de imigrantes ucranianos de rito bizantino.
«Longe é mais perto do que imagina», tema que inspirou os trabalhos, remete-nos para a globalização, para o estreitar de tempos e distâncias que as novas tecnologias e os meios de transporte permitem, mas também interpela o nosso olhar e atenção para os migrantes com quem nos cruzamos no quotidiano.
1 – Numa Europa em crise, cansada e desgastada, em que os compromissos financeiros parecem ser o único critério de orientação, julgamos necessário afirmar novamente o valor absoluto da dignidade da pessoa humana que deve ser o eixo principal das políticas migratórias e de asilo.
2 – O desprezo pela dignidade da pessoa humana, a pressão económica que incide sobre as empresas que procuram mão-de-obra barata e as situações de vulnerabilidade social potenciam o tráfico de seres humanos e os mais diversos tipos de exploração. A complexidade deste fenómeno e a sua dimensão global exigem a concertação dos Estados, a coordenação das suas forças de segurança, a cooperação dos seus aparelhos judiciais, das organizações não-governamentais e a sensibilização do cidadão comum.
Os casos de exploração sexual, servidão doméstica, exploração laboral, mendicidade e adoção ilegal, que se verificam em Portugal mostram que a atuação ao nível internacional não dispensa a intervenção local e o empenhamento das comunidades.
Porque as estruturas eclesiais formam naturalmente uma rede de redes espalhada pelo mundo, a promoção e o uso dessa rede facilitam todo o trabalho de acompanhamento e proximidade com as vítimas de tráfico de seres humanos.
3 – O amplo fenómeno da mobilidade humana, reforçado pela globalização, é para a Igreja um desafio pastoral de evangelização na medida em que abre espaços para o crescimento de uma «humanidade para a qual qualquer país estrangeiro é uma pátria e toda a pátria é uma terra estrangeira» como nos diz o papa Francisco (cf. Mensagem para a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado, 2014). Esta consciência evangelizadora esteve no centro da nossa reflexão e partilha. Por isso recomendamos que a Igreja em Portugal esteja cada vez mais atenta a esta realidade incontornável da mobilidade humana de modo a que permaneça uma das suas prioridades.
4 – Julgamos que as paróquias, como local de acolhimento e integração dos migrantes, são um meio privilegiado em ordem à edificação da comunhão que nasce do anúncio do Evangelho.
Recomendamos que as comunidades locais tenham uma maior atenção e colaboração com os católicos de outros ritos, os cristãos de outras igrejas e os migrantes de outras religiões em ordem à comunhão e promoção da interculturalidade, e do diálogo ecuménico e intereligioso entre elas. Recomendamos às Capelanias católicas de imigrantes que intensifiquem a participação nas paróquias de acolhimento.
5 – Sentimos ser necessário sensibilizar as comunidades eclesiais portuguesas e os seus pastores para a responsabilidade que têm no acompanhamento espiritual dos emigrantes e no acolhimento daqueles que procuram no nosso território uma vida mais digna.
Recomendamos que em cada diocese se promovam acções de divulgação destas realidades migratórias a fim de se caminhar no sentido que o Santo Padre apontou para a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado: “é necessário passar de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização para uma atitude que tem por base a ‘cultura do encontro’, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno”.
6 – Notamos por vezes alguma dificuldade na coordenação das entidades ligadas à Igreja que trabalham na pastoral das migrações ou no apoio social às mesmas. Face ao atual fenómeno migratório, a necessidade do trabalho em rede torna indispensável um plano de ação claro.
Recomendamos que se promova, nas Dioceses, uma melhor coordenação dos diversos serviços, definindo as competências e atribuições de cada um e renovando os elementos que os constituam.
7 – Devido às mudanças que atualmente ocorrem nas comunidades de migrantes, parte significativa dos secretariados e capelanias interroga-se sobre a modalidade da sua ação no futuro. Do mesmo modo as Missões Católicas de Língua Portuguesa deparam-se com algumas dificuldades, questionando-se sobre a validade de algumas das suas respostas pastorais, de acolhimento e integração na Igreja Local.
A OCPM e Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, reforçam a importância de promover um diálogo contínuo e próximo com os agentes pastorais enviados e as Igrejas dos países de acolhimento. Recomendamos que para além do diálogo com as igrejas de acolhimento, se promova a formação dos agentes pastorais de forma a serem capazes de responder às solicitações concretas das Igrejas dos países de acolhimento e à realidade concreta da emigração do nosso tempo.
Em Eucaristia de acção de graças a OCPM e a Comissão Episcopal da pastoral Social e Mobilidade Humana, em nome da Conferência Episcopal Portuguesa, prestou homenagem de gratidão ao Pe. Geraldo Finatto, pelo seu trabalho dedicado como Coordenador da pastoral de língua portuguesa em França, entre 1997 e 2014. Os participantes julgam necessário fazer uma reflexão sobre o modelo, periodicidade e época do ano para a realização dos encontros no futuro, por isso, o local e data do próximo encontro só será decidido após essa reflexão.
A OCPM e a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana agradecem à Diocese de Santarém, na pessoa do seu Bispo, D. Manuel Pelino e ao seu Departamento Diocesano da Mobilidade Humana, na pessoa do Secretário Diocesano, Pe. Leopoldo de Sousa Gonçalves, o acolhimento fraterno e a colaboração na organização do encontro.
Agradecem também à Paróquia de S. João Batista de Tomar, à Câmara Municipal, às Gerências da Estalagem de Santa Iria e do Hotel dos Templários, todo o apoio dado.
Tomar, 4 de Julho de 2014
Mai 9, 2014 | Documentos
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P. Daly: O projeto europeu foi o resultado de um sonho. Depois do pesadelo da guerra surgiu um sonho de que a guerra podia ser banida para sempre do nosso continente e que se podia criar uma sociedade em que as pessoas pudessem viver em liberdade e em paz. Setenta anos depois o sonho dos pais fundadores da UE – a maioria dos quais cristãos empenhados que trabalharam incansavelmente para transpor a sua visão para a esfera política e social – transformou-se numa realidade que ultrapassa aquilo que poderiam imaginar. Há cerca de quarenta anos, quando eu, jovem estudante universitário irlandês, vim prosseguir os meus estudos na Bélgica, também estava muito inspirado por este ideal europeu. Atualmente, em 2014, a UE está na sua terceira geração: a crise económica/da banca está, infelizmente, a lançar uma sombra sobre o projeto europeu.
Jorge Nuño Mayer: É verdade. Muitos europeus foram fortemente atingidos pela crise. Do nosso posto de observação europeu na Caritas Europa vemos o sofrimento de muitos dos nossos concidadãos. Em Espanha, o meu país natal, 50% dos jovens estão desempregados. Há mais desigualdade e mais pobreza na Europa. Ao mesmo tempo, um número infindável de pobres batem à porta da Europa, procurando atravessar as nossas fronteiras. Um quinto da população mundial passa fome. E apesar disso, para os que estão no poder só conta a economia. O PIB e o crescimento não são tudo! Os seres humanos e a sociedade estão a ser esquecidos. As previsões económicas indicam que há milhões que nunca encontrarão emprego nas próximas décadas. A UE vive numa situação de emergência: os pobres não podem esperar!
P. Daly: Esta situação dramática deve-se ao facto de termos ido demasiado longe na integração europeia ou de não termos ido suficientemente longe? Pode ser que nos tenhamos afastado demasiado do plano inicial dos pais fundadores. Robert Schuman, Alcide de Gasperi e Konrad Adenauer tinham em mente um projeto centrado na paz e na solidariedade. Era um projeto assente nos valores cristãos. No relatório da COMECE intitulado Uma Europa de Valores [A Europe of Values] (2007) fizemos um inventário desses valores. A reconciliação era uma condição sine qua non do projeto nos seus primeiros tempos. O aumento atual do populismo em diferentes partes da Europa mostra que nunca podemos dar como garantida a reconciliação. A nossa geração e as próximas gerações de Cristãos precisam de trabalhar afincadamente e dar testemunho dos valores fundamentais do Evangelho, começando nas nossas paróquias, em todo o continente.
Jorge Nuño Mayer: Certamente! Se nós, Cristãos, incitados pela nossa devoção por esses valores cristãos fundamentais (e não apenas aos domingos!), pudéssemos assumir mais responsabilidades na sociedade a nível europeu e fazer ouvir a nossa voz na política, nos negócios e no setor financeiro, como fazemos nos círculos eclesiais e nas nossas famílias (a Igreja doméstica de S. João Paulo II), poderíamos dar uma nova face à Europa. Na verdade, uma face mais humana. Temos de voltar a colocar a pessoa humana no centro da economia e das políticas europeias. Os negócios e o crescimento devem servir esta missão. O objetivo último de qualquer decisão deve ser servir cada pessoa e o povo como um todo.
P. Daly: Tens toda a razão. Na verdade, a pobreza é uma das muitas agressões à dignidade humana. A vida humana devia gozar de proteção desde o momento da conceção até à morte natural. Não se trata apenas de um direito passivo, algo que toleramos. Qualquer ser humano, seja cidadão europeu ou migrante, devia ter oportunidade de atingir o seu desenvolvimento integral. Temos o direito de determinar as nossas próprias vidas! A educação, saúde, trabalho (e não apenas o emprego) e cultura são dimensões essenciais do nosso desenvolvimento pessoal e um respeito rigoroso do princípio da subsidiariedade implica que eles obterão o respeito que merecem na UE e nos seus Estados-Membros.
Jorge Nuño Mayer: Sem dúvida! A UE devia concentrar-se na procura e na defesa do bem comum, deixando os seus cidadãos participarem o mais possível na construção da comunidade de valores única que é a UE. O bem comum da comunidade da minha aldeia está ligado ao bem comum mais vasto de todos os europeus. Se uma decisão criar mais pobreza ou sofrimento em qualquer parte do mundo, é uma má decisão. Montesquieu disse-o de forma admirável: “Se soubesse de alguma coisa útil para a minha pátria e que fosse prejudicial para a Europa, ou que fosse útil à Europa e prejudicial para o género humano, consideraria isso um crime.”
P. Daly: De facto somos membros da família humana, todos irmãos e irmãs. E partilhamos a responsabilidade de guardiães da criação. Para nós, Cristãos, as alterações climáticas são uma questão fundamental e uma política da UE harmonizada, partilhada e apoiada por todos permitir-nos-á agir eficazmente e evitar potenciais desastres. Em 2008 a COMECE publicou um relatório sobre o clima e o modo de vida cristão. A mensagem era que devíamos aspirar a viver de modo mais simples.
Jorge Nuño Mayer: Justamente. A longo prazo, a temperança e a vida simples são o único caminho realista e justo a seguir. Devíamos falar sobre estas coisas entre nós: nas nossas famílias, na nossa vizinhança, no trabalho. Devíamos velar para que os nossos princípios informem as decisões económicas e políticas. É preciso que as nossas sociedades sejam mais compassivas. Não podemos fechar os olhos ao sofrimento dos outros, sejam pobres, desempregados ou sem-abrigo. Devíamos estender uma mão hospitaleira aos estranhos que vivem na miséria – não apenas aos migrantes ou refugiados, mas também aos nossos vizinhos que enfrentam dificuldades em tempo de crise. Algo tão simples como dar a outra pessoa oportunidade de falar pode fazer uma grande diferença, mesmo que não possa transformar uma vida.
P. Daly: A busca de uma identidade europeia que corresponda aos nossos sonhos estabelece padrões elevados para um cristão. Temos de nos abrir aos estranhos, àquilo que inicialmente nos pode parecer desconhecido, e ao mesmo tempo renovar constantemente o nosso comprometimento com as nossas raízes cristãs. Devemos permanecer tão abertos ao diálogo como esteve Cristo terreno durante o seu ministério público. O Papa Francisco convida-nos a desenvolver uma nova atitude: “Os outros têm sempre algo para nos dar se soubermos aproximar-nos deles num espírito de abertura e sem preconceitos. Defino esta atitude aberta, disponível e sem preconceitos como humildade social e é isto que favorece o diálogo.”
Jorge Nuño Mayer: Foi exatamente este espírito que esteve na origem do projeto europeu e que o movimento de integração lançou em 1950. Este espírito permitirá que abandonemos os nossos modos de vida individualistas, muitas vezes centrados no consumo, e mostremos abertura aos estranhos. Eu sou o guardião do meu irmão. Devo promover ativamente o bem-estar do meu próximo. A ideia de próximo tem de ser entendida de maneira diferente numa sociedade pluralista e multicultural. Como nos lembrou S. João Paulo II: “Europa significa abertura.” Pe. Patrick H. Daly e Jorge Nuño Mayer: Apelamos a todos os Cristãos que têm uma responsabilidade política, social ou económica para reanimarem o sonho europeu. Se os Cristãos se empenharem nos valores que estão no cerne do projeto europeu e da doutrina social da Igreja, contribuirão para dar forma a um mundo melhor. Há um sonho europeu inabalável – cabe-nos a nós torná-lo realidade!
Jan 23, 2014 | Documentos
“Aventuras e desencantos na emigração” foi o tema do XIV Encontro de Formação de Agentes Sociopastorais das Migrações, que decorreu na Casa Diocesana de Albergaria-a-Velha e na Sé de Aveiro nos dias 17, 18, 19 de janeiro de 2014. 75 participantes, oriundos de 14 dioceses de Portugal (Cáritas Diocesanas e Paroquiais e Secretariados Diocesanos da Mobilidade Humana) e uma dezena de organizações católicas, participaram nos trabalhos que contaram com contributos das Missões Católicas de Língua Portuguesa da Suíça e Luxemburgo. D. António Francisco dos Santos, bispo de Aveiro, diocese marcada pela emigração, acolheu a realização desta iniciativa que contou também com a presença de D. António Vitalino, bispo de Beja e membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana. Este encontro procura dar visibilidade à Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado, que este ano assinala a centésima edição. “Migrantes e Refugiados: rumo a um mundo melhor” é o tema da mensagem do papa Francisco para este dia.
Histórias da emigração narradas na primeira pessoa e estudos apresentados fornecem os seguintes indicadores: – Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, entre 2010 e 2011 a emigração aumentou 85% em Portugal, ano em que saíram 44 mil pessoas; em 2012, esse número subiu para 121.418, sobretudo jovens com menos de 30 anos; – Segundo a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, 4.795.273 é o total estimado de portugueses residentes no estrangeiro;
– As migrações não são um fenómeno periférico às sociedades, mas estrutural e estruturante, transformando-as em eminentemente multiculturais e inter-religiosas;
– A saída de quadros qualificados não acontece apenas em setores profissionais, mas também na Igreja, provocando o risco de alguma “desertificação pastoral”;
– A atual visão política da emigração focaliza apenas um setor, o economicista e de elite, acentuando o que as comunidades portuguesas podem dar ao país e provocando o esquecimento de outras tipologias e perfis diferenciados;
– Campanhas de informação preventiva em ordem a uma emigração segura não têm impedido a ocorrência de situações de exploração de mão-de-obra, tanto no recrutamento como no decurso da prestação laboral, como o comprovaram os testemunhos apresentados;
– Na Igreja, o migrante passou de objeto de assistência pastoral a sujeito de pleno direito, com responsabilidades e protagonismo na evangelização, realizando a catolicidade da mensagem do Evangelho. Motivados pelos desafios que se colocam à Igreja e à sociedade pelas novas mobilidades, os agentes sociopastorais das migrações comprometem-se a:
– Conhecer melhor a dimensão da emigração portuguesa, quase ausente das agendas política e eclesial nas duas últimas décadas;
– Analisar novas tendências, perfis e percursos migratórios, com vista a respostas inovadoras fruto de parcerias institucionais que envolvam a Igreja, academias e observatórios;
– Desenvolver campanhas de informação adequadas e acessíveis à diversidade de destinatários que hoje recorre à emigração;
– Retomar a importância das migrações em toda a pastoral da Igreja, adequando as estruturas e os planos aos novos fluxos migratórios, dando particular atenção ao diálogo inter-religioso e à pastoral intercomunitária;
– Alargar as boas práticas de acolhimento e integração eclesial dos migrantes, já ensaiadas em algumas paróquias, a todos os setores da pastoral da Igreja;
– Criar nas comunidades equipas de acolhimento e de informação e Grupos de Interajuda Social (GIAS) para quem parte, chega ou regressa;
– Gerar sinergias entre paróquias, missões católicas, associações, rede consular, sindicatos, municípios e órgãos comunicação social que permitam denunciar casos de exploração laboral, tráfico de pessoas e precariedade social ou familiar, procurando respostas adequadas e completas aos cidadãos em mobilidade;
– Pensar a emigração não dissociada de uma política de desenvolvimento económico sustentável e integral, responsabilizando assim todos os cidadãos pelo processo migratório;
– Repensar a emigração de forma positiva, apresentando-a numa dimensão politicamente transnacional e eclesialmente intercomunitária.
Na última conferência do XIV Encontro de Formação de Agentes Sociopastorais das Migrações, aberta a toda a sociedade aveirense na catedral diocesana, D. Manuel Clemente, patriarca de Lisboa e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa analisou o tema da mensagem do Papa, apresentando uma visão personalista das migrações onde os emigrantes, mais do que números, são pessoas. Esta visão qualitativa desafia a Igreja para uma cultura do encontro e da valorização de relacionamentos positivos entre os vários intervenientes no acolhimento, respeito e participação “rumo um mundo melhor”. Na eucaristia dominical, presidida por D. Manuel Clemente na Sé de Aveiro, os agentes sociopastorais das migrações e a comunidade local celebraram a 100ª Jornada Mundial do Migrante e Refugiado.
O XV Encontro de Formação de Agentes Sociopastorais das Migrações foi anunciado para os dias 16, 17 e 18 de janeiro de 2015, a realizar na diocese de Setúbal.
Aveiro, 19 de janeiro de 2014
Out 16, 2013 | Dioceses, Documentos, Orientações Pastorais
Este tema já anda na minha mente e no meu coração há bastante tempo, pois, por experiência, tenho verificado quanto os fiéis apreciam um pároco sorridente ou as equipas encarregadas de dar informações às pessoas que chegam à igreja. Muitos que vêm pela primeira vez, sentem-se intimidados ou desconfiados e com imagens de Igreja completamente distorcidas. Se encontram um rosto alegre e acolhedor, é o suficiente para desbloquear e despertar a confiança… Decidi falar deste assunto, nesta semana, por quatro razões:
1) A forma como Jesus acolhia os pobres, as crianças e doentes é edificante e modelo para nós…e sinal da chegada do Reino ao meio de nós…
2) A forma como o Papa Francisco tem insistido neste tema é desconcertante, numa Igreja, por vezes, instalada no seu conforto…e distante das pessoas…
3) A forma como o Bispo de Bragança determinou que na sua cidade, um dia por semana, houvesse oito padres a atender pessoas, que precisam de se confessar, pedir alguma ajuda ou mesmo só desabafar…
4) A minha própria experiência em terras estrangeiras e mesmo em Viseu, onde celebro a eucaristia diária e lá estou, sempre hora e meia antes, para atender pessoas que procuram um sacerdote…
Não vou comentar os exemplos do Evangelho, em que Jesus acolhia os mais pobres, por saber que esses episódios são suficientemente conhecidos: Lembremos apenas a parábola do Filho Pródigo- Lc.15; a mulher samaritana – João, 4; a mulher adúltera-João, 8; o cobrador de impostos Zaqueu- Lc.19. Recordemos ainda como Jesus acolhia as crianças,Mt.18, quando os discípulos as afastavam d’Ele; como acolhia os pobres como os 10 leprosos, os cegos e outros discriminados,Mt.9; os próprios fariseus como Simão, Nicodemos e José de Arimateia; os endemoninhados que reconheciam que o Reino de Deus chegara a Israel e reconheciam n’Ele o Filho de Deus… Também não entro em pormenores quanto às variadas formas de acolher as pessoas, nas diversas circunstâncias, pois cada paróquia deverá organizar-se segundo as suas possibilidades e ver as diversas maneiras de viver a proximidade com todos os que procuram ajuda espiritual, psicológica ou até material. Vou falar, de forma genérica, do Papa Francisco, pois, apesar de só ter seis meses à frente da Igreja, já nos deu belos exemplos sobre as formas de acolher…
IGREJA, MÃE E PASTORA…ALÉM DE MÃE E MESTRA…
1)Pelo que temos visto, o Papa sonha com uma Igreja que seja mãe e mestra, mas sobretudo mãe e pastora, capaz e ansiosa de “curar as feridas e aquecer os corações” como o Mestre no caminho de Emaús…
IGREJA, CASA DE TODOS E NÃO SÓ DE ALGUNS “PROTAGONISTAS”…
2)”Que a Igreja seja a casa de todos e não uma capelinha reservada a um grupito de pessoas selecionadas”, exclama o Papa, pedindo que “não se reduza o seio da Igreja universal a um ninho protetor da nossa mediocridade”. “Por vezes a Igreja deixou-se encerrar em pequenas coisas, em pequenos preceitos, esquecendo o fundamental que é: “JESUS CRISTO SALVOU-TE”…” Que os ministros da Igreja sejam misericordiosos, capazes de “acompanhar” as pessoas, tratando-lhes as feridas, tratando de cada uma, sem laxismo e sem rigorismo”. Curar as feridas! Curar as feridas! Insiste o Papa e fazer as coisas de cada dia com um coração grande e aberto a Deus, vendo em cada pessoa a imagem de Deus…
SER IGREJA E SENTIR COM A IGREJA, ESTANDO PRÓXIMOS DO POBRE…
3) Em entrevista recente afirmou claramente a máxima de Santo Inácio: SER e SENTIR COM A IGREJA como totalidade do povo de Deus, pastores e povo conjuntamente. Por isso, vem aqui a propósito, uma imagem que nessa entrevista deixou para nós meditarmos: ”Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos. Disso falar-se-á mais tarde, depois dos primeiros curativos”…
BISPOS E PADRES COMO MINISTROS DA MISERICÓRDIA
4) Deseja que bispos e padres sejam “ministros da misericórdia”, inclusive no sacramento da Reconciliação, onde não devem ser nem rigoristas nem laxistas para que o confessionário não seja um “lugar de tortura” mas “um lugar de misericórdia”… O Papa, mais que otimista, declara-se homem de esperança, com vontade de operar as reformas necessárias, sem pressas, mas com discernimento, para que possam ser mudanças verdadeiras e eficazes. Ele quer uma Igreja onde o povo seja sujeito, onde devemos caminhar juntos, as pessoas, os bispos e o Papa, unidos, apesar das diferenças, porque esse é o caminho de Jesus.
A.MATOS
Set 30, 2013 | Documentos
Caros irmãos e irmãs!
As nossas sociedades experimentam, como nunca aconteceu antes na história, processos de mútua interdependência e interação a nível global, que, incluindo, também, elementos problemáticos ou negativos, têm o objetivo de melhorar as condições de vida da família humana, não só nos aspetos económicos, mas também nos políticos e culturais. Cada pessoa, afinal, pertence à humanidade e partilha a esperança de um futuro melhor com toda a família dos povos. Desta constatação, nasce o tema que escolhi para a Jornada Mundial dos Migrantes e Refugiados deste ano: “Migrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor”.
Entre os resultados das mudanças modernas, o crescente fenómeno da mobilidade humana emerge como um “sinal dos tempos”; assim o definiu o Papa Bento XVI (cf. Mensagem para o Dia Mundial do migrante e do refugiado de 2006). Se por um lado, de facto, as migrações muitas vezes denunciam carências e lacunas dos Estados e da Comunidade internacional, por outro, revelam, também, a aspiração da humanidade em viver a unidade, no respeito pelas diferenças, o acolhimento e a hospitalidade, que permitem a partilha equitativa dos bens da terra, a proteção e a promoção da dignidade humana e da centralidade de cada ser humano.
Do ponto de vista cristão, também nos fenómenos migratórios como em outras realidades humanas, se verifica a tensão entre a beleza da criação, marcada pela Graça e pela Redenção, e o mistério do pecado. Á solidariedade e ao acolhimento, aos gestos fraternos e de compreensão, contrapõem-se a rejeição, a discriminação, os tráficos da exploração, da dor e da morte. A despertar preocupação estão, sobretudo, as situações em que a migração não é só forçada, mas também realizada através de várias modalidades de tráfico das pessoas e de redução à escravidão. O “trabalho escravo” hoje é moeda corrente! No entanto, apesar dos problemas, dos riscos e das dificuldades a enfrentar, o que anima tantos migrantes e refugiados é o binómio confiança e esperança: eles levam no coração o desejo de um futuro melhor não só para si mesmos, mas também para as próprias famílias e para as pessoas queridas.
O que comporta a criação de um “mundo melhor”? Esta expressão não se refere ingenuamente a conceitos abstratos ou a realidades inatingíveis, mas orienta para a busca de um desenvolvimento autêntico e integral, a alcançar, a fim de que existam condições de vida dignas para todos, para que encontrem respostas justas às exigências das pessoas e das famílias, para que seja respeitada, preservada e cultivada a criação que Deus nos deu. O Venerável Papa Paulo VI descrevia com estas palavras as aspirações dos homens de hoje: «ser libertos da miséria, garantir de forma mais segura a própria subsistência, a saúde, uma ocupação estável, uma participação maior nas responsabilidades, livre de qualquer opressão, protegidos das condições que ofendem a dignidade humana; gozar de uma maior instrução; numa palavra, fazer conhecer e ter mais, para ser mais "(Encíclica Populorum Progressio, 26 de março de 1967, n. 6).
O nosso coração quer “mais”, o que não é simplesmente um conhecer mais ou ter mais, mas é, sobretudo, um ser mais. Não se pode reduzir o desenvolvimento a um mero crescimento económico, alcançado, muitas vezes, sem olhar para as pessoas mais débeis e indefesas. O mundo só pode melhorar se, em primeiro lugar, a atenção estiver voltada para a pessoa, se a promoção da pessoa for integral, em todas as suas dimensões, incluindo a espiritual, se não se deixar ninguém de lado, incluindo os pobres, os doentes, os encarcerados, os necessitados, os estrangeiros (cf. Mt 25, 31-46), se se for capaz de passar duma cultura do descartável para uma cultura do encontro e do acolhimento.
Os migrantes e refugiados não são peões no tabuleiro de xadrez da humanidade. Trata-se de crianças, mulheres e homens que foram obrigados a abandonar as suas casas por vários motivos, que partilham o mesmo desejo legítimo de conhecer, de ter, mas, acima de tudo, de ser mais. É impressionante o número de pessoas que migra de um continente para outro, bem como aqueles que se deslocam dentro dos próprios países e das próprias áreas geográficas. Os fluxos migratórios contemporâneos constituem o mais vasto movimento de pessoas, se não de povos, de todos os tempos. A caminho com os migrantes e refugiados, a Igreja empenha-se para compreender as causas que estão na origem das migrações, mas também em trabalhar para superar os efeitos negativos e valorizar os impactos positivos nas comunidades de origem, de trânsito e de destino dos fluxos migratórios.
Infelizmente, enquanto incentivamos o desenvolvimento para um mundo melhor, não podemos calar o escândalo da pobreza nas suas várias dimensões. Violência, exploração, discriminação, marginalização, abordagens restritivas às liberdades fundamentais, sejam dos indivíduos como do coletivo, são alguns dos principais elementos da pobreza que é necessário superar. Muitas vezes, são justamente esses aspetos que caracterizam os movimentos migratórios, ligando migração e pobreza. Em fuga das situações de miséria ou de perseguição para melhores perspetivas ou para salvar a vida, milhões de pessoas iniciam a viagem migratória e, enquanto esperam encontrar a satisfação das expectativas, encontram frequentemente suspeita, pouca abertura e exclusão, e são atingidos por outros infortúnios, por vezes, mais graves e que ferem a sua dignidade humana.
A realidade das migrações, com as dimensões que assume na nossa época da globalização, precisa de ser enfrentada e gerida de modo novo, justo e eficaz, o que exige, acima de tudo, uma cooperação internacional e um espírito de profunda solidariedade e compaixão. É importante a colaboração aos vários níveis, com a adoção unânime de instrumentos normativos que protejam e promovam a pessoa humana. O Papa Bento XVI traçou-nos as coordenadas, afirmando que «tal política deve ser desenvolvida através de uma estreita colaboração entre os países de onde partem os emigrantes e os países aonde chegam; deve ser acompanhada por adequadas normas internacionais capazes de harmonizar os diversos sistemas legislativos, na perspetiva de salvaguardar as exigências e os direitos das pessoas e das famílias emigradas e, ao mesmo tempo, os das sociedades de acolhimento dos próprios emigrantes» (Carta Encíclica Caritas in veritate, 19 de Junho de 2009, 62). Trabalhar juntos por um mundo melhor requer, com abertura e confiança, a ajuda recíproca entre os países, sem levantar barreiras intransponíveis. Uma boa sinergia pode servir de encorajamento para os governantes enfrentarem os desequilíbrios socioeconómicos e uma globalização sem regras, que estão entre as causas das migrações em que as pessoas são mais vítimas do que protagonistas. Nenhum país pode enfrentar sozinho as dificuldades ligadas a esse fenómeno que, é de tal forma amplo, que já afeta todos os Continentes com o seu duplo movimento de imigração e emigração.
É importante, pois, sublinhar o como essa colaboração se inicia com o esforço que cada país deveria fazer para criar melhores condições económicas e sociais na própria pátria, de modo que a emigração não seja a única opção para quem procura paz, justiça, segurança e pleno respeito pela dignidade humana. Criar oportunidades de trabalho nas economias locais impediria, por outro lado, a separação das famílias e garantiria condições de estabilidade e de serenidade para os indivíduos e para as comunidades.
Enfim, olhando para a realidade dos migrantes e refugiados, existe um terceiro elemento que quero destacar no caminho de construção de um mundo melhor, é aquele da superação de preconceitos e de pré-compreensões, ao considerar as migrações. Não é raro, de facto, que a chegada de migrantes, deslocados, requerentes de asilo e refugiados suscite desconfiança e hostilidade nas populações locais. Nasce o medo que se produzam perturbações na segurança social, que se corra o risco de perder a identidade e a cultura, que se alimente a concorrência no mercado de trabalho ou, ainda, que se introduzam novos fatores de criminalidade. Os meios de comunicação social, neste campo, têm um papel de grande responsabilidade: compete a eles, de facto, desmascarar estereótipos e oferecer informações corretas, o que significa denunciar o erro de alguns, mas também descrever a honestidade, a retidão e a grandeza de ânimo da maioria. Para isso, é preciso, por parte de todos, uma mudança de atitude em relação aos migrantes e refugiados; a mudança de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginalização – que, afinal, corresponde precisamente à “cultura do descartável” – para uma atitude que tenha na base a “cultura do encontro”, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor. Também os meios de comunicação são chamados a entrar nesta “conversão de atitudes” e a promover esta mudança de comportamento para com os migrantes e refugiados.
Penso, também, no como a Sagrada Família de Nazaré viveu a experiência de rejeição no início do seu caminho: Maria «deu à luz o seu filho primogénito, envolveu-O em faixas e deitou-O numa manjedoura, porque para eles não havia lugar na hospedaria» (Lc 2,7). Além disso, Jesus, Maria e José experimentaram o que significa deixar a própria terra e ser migrantes: ameaçados pela sede de poder de Herodes, foram obrigados a fugir e a refugiar-se no Egito (cf. Mt 2,13-14). Mas o coração materno de Maria e o coração zeloso de José, Protetor da Sagrada Família, sempre mantiveram a confiança de que Deus nunca abandona. Pela sua intercessão possa estar sempre firme no coração do migrante e do refugiado esta mesma certeza.
A Igreja, respondendo ao mandato de Cristo: «Ide e fazei discípulos entre todos os povos», é chamada a ser o Povo de Deus que abraça todos os povos, e leva a todos os povos o anúncio do Evangelho, pois no rosto de cada pessoa está impresso o rosto de Cristo! Aqui se encontra a raiz mais profunda da dignidade do ser humano que deve ser sempre respeitada e protegida. Não são tanto os critérios de eficiência, produtividade, de classe social, de pertença étnica ou religiosa que fundamentam a dignidade da pessoa, mas o ser criado à imagem e semelhança de Deus (cf.Gn 1,26-27), e, ainda mais, o ser filho de Deus; cada ser humano é filho de Deus! Nele está impressa a imagem de Cristo! Trata-se, então, de o vermos, nós, em primeiro lugar, e de ajudar os outros a verem no migrante e no refugiado não só um problema para enfrentar, mas um irmão e uma irmã a acolher, a respeitar e a amar; uma ocasião que a Providência nos oferece para contribuir na construção de uma sociedade mais justa, uma democracia mais completa, um país mais solidário, um mundo mais fraterno e uma comunidade cristã mais aberta, segundo o Evangelho. As migrações podem fazer nascer possibilidades de nova evangelização; abrir espaços ao crescimento de uma nova humanidade, preanunciada no mistério pascal: uma humanidade para quem toda a terra estrangeira é pátria, e cada pátria é terra estrangeira.
Caros migrantes e refugiados! Não percais a esperança de que também a vós está reservado um futuro mais seguro; que nas vossas sendas possais encontrar uma mão estendida; que vos seja permitido experimentar a solidariedade fraterna e o calor da amizade! A todos vós e para aqueles que dedicam a sua vida e a sua energia ao vosso lado eu prometo a minha oração e concedo de coração a Bênção Apostólica.
Cidade do Vaticano, 05 de agosto de 2013.
FRANCISCO
Jul 18, 2013 | Documentos
41ª SEMANA NACIONAL DE MIGRAÇÕES
11 a 18 de Agosto de 2013
Migrações; Peregrinação de Fé e de Esperança
Acolhendo o tema da Mensagem de Bento XVI para a Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado 2013, Migrações: Peregrinação de Fé e de Esperança, a Obra Católica Portuguesa de Migrações e a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana promovem a 41ª Semana Nacional de Migrações, que terá o seu ponto alto na Peregrinação dos Migrantes a Fátima, a 12 e 13 de Agosto.
Divulgamos esta iniciativa através do cartaz e do desdobrável, que inclui a mensagem do Presidente da Comissão Episcopal, D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga, informações sobre a Peregrinação e algumas indicações litúrgicas para a celebração da Jornada de Solidariedade com a Pastoral da Mobilidade Humana que se celebra no domingo, 18 de Agosto, que estão disponíveis nos Secretariados Diocesanos de Migrações e na OCPM.
Fazemos o apelo a todos os setores da Igreja: Dioceses, Paróquias, Capelanias, Institutos de Vida Consagrada, Movimentos Eclesiais…, a acolherem e promoverem a Semana Nacional de Migrações, como um momento especial de comunhão com todos os migrantes, em particular com os emigrantes portugueses espalhados pelo mundo e com os missionários e agentes pastorais que dedicam a sua vida a acompanhá-los e a fortalecer a sua fé.
O permanente crescimento da emigração portuguesa que, com o acentuar da crise que Portugal atravessa será ainda maior no futuro, exige das estruturas pastorais da Igreja um maior empenhamento pastoral e um maior esforço material para apoiar aqueles que nos procuram em busca de ajuda. Recordamos que a OCPM subsiste e funciona exclusivamente com os donativos dos cristãos por ocasião do ofertório nacional e da celebração promovida nas Comunidades da Diáspora. Por isso, fazemos o apelo a todos para promoverem a solidariedade e a generosidade dos cristãos para com este serviço da Igreja a nível nacional, pois só assim a OCPM poderá continuar a desempenhar a sua missão pastoral junto das comunidades migrantes.
Fazemos o convite à participação na Peregrinação dos Migrantes a 12 e 13 de Agosto, que este ano será presidida por D. Jean Claude Hollerich, Arcebispo do Luxemburgo. A intenção especial desta Peregrinação serão todos os portugueses que se viram obrigados a emigrar devido à situação económica de Portugal, garantindo-lhes, assim, uma verdadeira comunhão de fé e de esperança da Igreja de Cristo que está no seu país natal.