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Celebrar a Memória para Projetar a Nova Evangelização do Futuro

“Celebrar a Memória para Projetar a Nova Evangelização do Futuro”, em ano de celebrações do cinquentenário da fundação da Obra Católica Portuguesa de Migrações, é o tema escolhido para a Semana Nacional de Migrações e Peregrinação Anual do Migrante e do Refugiado a Fátima. O tema acolhe o lema do ano de celebrações cinquentenárias: “Celebrar a Memória para Projetar o Futuro”, e as preocupações pastorais do Santo Padre Bento XVI, expressas na sua Mensagem para a 98ª Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado deste ano: “Migrações e Nova Evangelização”.

Celebramos cinquenta anos de uma epopeia protagonizada por muitos homens e mulheres que, nas cinco partidas do mundo, foram sinais de esperança e portos de abrigo para milhões de portugueses que se lançaram na aventura de procurar, fora de Portugal, uma terra que lhes oferecesse uma vida mais digna. São cinquenta anos de presença de Cristo, através da sua Igreja, acompanhando os dramas e sofrimentos, as alegrias e as esperanças dos emigrantes, ajudando-os a viverem a fé e a integrar-se nos países e Igrejas que os acolheram. Celebramos, ainda, a Igreja que, dentro do território nacional, soube acolher, acompanhar e integrar a diversidade humana, religiosa e cultural, de centenas de milhar de imigrantes que, como “a terra da promessa”, chegaram à procura “do pão da dignidade, ganho com o suor do seu rosto”.
Queremos, ao celebrar a memória dos que nos precederam no trabalho pastoral dedicado à causa dos migrantes, colher a sabedoria e a experiência que a história nos oferece para podermos abrir as portas do futuro com novo vigor, promovendo a Nova Evangelização no mundo das migrações que se concentram maioritariamente em países descristianizados. Queremos continuar a ser uma presença de esperança junto das vítimas dos tempos em que vivemos, tempos de crises geradoras de novas pobrezas humanas e materiais, que levam milhões de homens e mulheres a deixar a segurança da sua terra natal. Queremos ser, junto dos migrantes, verdadeira manifestação da caridade de Cristo para com os mais frágeis e desfavorecidos deste nosso mundo.
A Semana Nacional das Migrações, assim como a Peregrinação anual do Migrante e do Refugiado a Fátima, são propostas à Igreja como momento especial de celebração e de reflexão sobre a sua acção evangelizadora junto dos migrantes, ação que, por fidelidade à missão confiada por Cristo e ao actual movimento dos fluxos migratórios, necessita de um empenho renovado na Igreja, que deve sentir, como diz o Santo Padre, “a urgência de promover, com novo vigor e novas modalidades, a obra de evangelização num mundo onde a queda das fronteiras e os novos processos de globalização deixaram as pessoas e os povos ainda mais próximos, tanto pela expansão dos meios de comunicação, como pela frequência e a facilidade com que indivíduos e grupos se podem deslocar. Nesta nova situação, devemos despertar em cada um de nós o entusiasmo e a coragem que impeliram as primeiras comunidades cristãs a ser intrépidas anunciadoras da novidade evangélica…, para que o anúncio jubiloso da salvação de Jesus Cristo infunda esperança no coração daqueles que se encontram, em condições de mobilidade, pelas estradas do mundo”. (Mensagem de Sua Santidade Bento XVI para o dia mundial do migrante e do refugiado (2012)

Vaticano: Papa alerta para situação dos refugiados

Cidade do Vaticano, 17 jun 2012 (Ecclesia) – Bento XVI apelou hoje à intervenção da comunidade internacional em favor dos refugiados de todo o mundo, “obrigados a fugir” das suas terras por causa de conflitos armados e “graves formas de violência”.

O Papa falava no Vaticano, após a recitação da oração do Angelus, evocando a celebração, na próxima quarta-feira, do Dia Mundial do Refugiado, promovida pelas Nações Unidas, para chamar a atenção “sobre as condições de tantas pessoas, especialmente famílias” que deixaram os seus lares.
“Asseguro a estes irmãos e irmãs tão provados a oração e constante solicitude da Santa Sé, ao mesmo tempo que deixo votos de que os seus direitos sejam sempre respeitados e que se possam, rapidamente, voltar a reunir com os seus entes queridos”, acrescentou.
Bento XVI evocou ainda o final do 50.º Congresso Eucarístico Internacional, que se encerra hoje na capital da Irlanda.
A iniciativa, disse o Papa, fez de Dublin “a cidade da Eucaristia, onde muitas pessoas se recolheram em oração” e reflexão.
Milhares de peregrinos de vários países, incluindo Portugal, reuniram-se desde domingo para o encontro, dedicado ao tema ‘A Eucaristia: Comunhão com Cristo e entre nós’.
O congresso, antecipado por um seminário teológico, conclui-se esta tarde com uma missa presidida pelo cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação dos Bispos e legado papal ao encontro.
Durante a celebração vai ser apresentada uma mensagem do Papa Bento XVI, previamente gravada em vídeo.

OC

Oportunidade para a catolicidade do diálogo

As migrações são uma característica não provisória, não temporânea, mas definitiva e permanente da história dos homens, civilizações, povos, culturas, artes e religiões. O mundo – e não apenas os países tradicionalmente marcados pela emigração, como Portugal e Cabo Verde – tornou-se uma realidade móvel, dinâmica e interdependente devido à Globalização e consequentes desigualdades e assimetrias que ela produz no acesso aos bens, ao trabalho e á paz.
O Papa, na mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, volta a recordar, na sequência de outras suas intervenções que as migrações são uma oportunidade providencial para o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo.
Uma chance também para a Igreja em Portugal e na CPLP que atravessa uma era de grande mudança de paradigmas, estilo de presença, influência política e económica, mestiçagem intercultural e intereligiosa. Isto é, está-se diante duma nova visão do homem e do mundo para a qual as migrações continuam a ser grande oportunidade pelo capital humano e cultural que encerram. Elas proporcionam novos conhecimentos culturais, outros encontros religiosos, ensinam a tolerância, humildade e abertura, denunciam injustiças no tratamento e escravidões no trabalho, exigem ética na política e economia, desafiam para a formação e evangelização, provocam a territorialidade que discrimina e os nacionalismos que humilham, quebram barreiras jurídicas e preconceituais. As migrações trazem até nossa casa, no caso do testemunho dos imigrantes, ou levam até longe, no caso da fidelidade aos valores dos nossos emigrantes, novas experiências de vida evangélica, novas práticas eclesiais, ma fé feita também de coração e outras pertenças espirituais.
Em ano de reflexão e experimentação de novas práticas apelidadas de Nova Evangelização, cito apenas algumas notas simples de situações positivas para recolher bons frutos da oportunidade migratória que a Providência Divina nos oferece como sinal do seu Desígnio de amor.
Com a partida dos nossos emigrantes, para a Europa, Américas e África – sem esquecer a nova e intensa vaga que a crise está a fazer disparar, como afirmou o Secretário de Estado das Comunidades – descobrimos que a formação da fé, sacramentos e caridade ministrada nas paróquias, escolas e movimentos deverá ter no horizonte a futura afirmação e vivência da fé em novos contextos (sub)urbanos, indiferentes, estrangeiros e adversos resultantes da secularização, relativismo e situação de minoria. Muitos portugueses, especialmente os que a migração emancipou na fé, têm (re)fundado comunidades vivas, solidárias e dinâmicas, tornando as metrópoles onde se fixaram terra menos estrangeira e mais fraterna. Na verdade, muitas catedrais se enchem de povo de Deus aquando das festas em honra de N. Sra. de Fátima, Senhor Santo Cristo dos Milagres, Divino Espírito Santo, N. Sra. do Monte e S. António de Lisboa.
Com os católicos provenientes de África redescobrimo-nos também africanos na nossa lusitanidade e história. Felizmente que a vida litúrgica e sacramental tem vindo a acolher, nuns lugares mais do que noutros, a perspetiva de encarar a fé também como cultura, língua materna, ritmo e dança, côr e trajes, frutos da terra e do trabalho, linguagem da alegria, rito e símbolos, igualdade de oportunidades, inclusão social e eclesial. Convém fazer referência à Festa dos Povos, evento em expansão nas dioceses, promovido pelos Secretariados da Mobilidade, assim como a valorização das várias festas em honra dos padroeiros: São Tomé, todo-poderoso e N. Sra. de Guadalupe para os católicos de São Tomé e Príncipe; N. Sra. do Perpétuo Socorro para os oriundos de Moçambique, Gôa, Damão e Diú; S. Catarina de Alexandria, N. Sra. do Rosário de Fátima, N. Sra. da Luz, São João e São Vicente para os caboverdanos e descendentes; N. Sra. do Coração/Mamã Muximba para os angolanos, entre outras.
Por seu lado, os cristãos da Europa Oriental, católicos e ortodoxos, que na última década criaram em Portugal novas paróquias e eparquias, testemunharam-nos a fidelidade de tantas famílias à fé em situação de opressāo ideológica privados do direito à liberdade religiosa. Descobrimos que a Igreja é também Oriente: sacerdotes casados, rito bizantino, cânticos e celebrações solenes da liturgia de São J. Crisóstomo, paramentos, ícones, símbolos e práticas sacramentais diferentes… Com estes migrantes descobrimo-nos católicos bi-rituais e somos reevangelizados pelo sentido do mistério, sagrado, oração, canto e da beleza litúrgica perdida em tantas das nossas comunidades.
Com os cidadãos da Ásia e África, de religião muçulmana, budista, confucionista, hinduísta, baha’i, entre outras, vivemos a sensação que o mundo veio até nós. Eles oferecem uma viagem ao encontro de grandes tradições religiosas longínquas e algumas até incompreensíveis – as politeístas – para nossas categorias filosóficas, antropológicas e teológicas. Tradições, algumas anteriores ao Cristianismo, juntamente com o Judaísmo, onde crentes encontram sentido para a vida, amor e morte. Há que prosseguir com celebrações interreligiosas, sejam ou não promovidas pelos católicos.
Os migrantes da América latina, especialmente os brasileiros, nos confontam com outro modo, mais sentimental, alegre, tropical, sociopolítico de celebrar e testemunhar a fé em Jesus Cristo e
participar na vida da Igreja. Muitos se dirigiram às paróquias para entregar a contribuição voluntária/solidária para a sustentabilidade da comunidade (dízimo), como aprenderam nas igrejas de origem. Neles recordámos o Vaticano II, que ensinou a fé imersa na vida concreta: o trabalho digno, mas também ilegal; o diálogo com grupos religiosos – no caso, dos brasileiros são significativos o pentecostalismo independente e espiritismo; a dignidade da mulher; a habitação alugada, mas também aquela indigna; a solidariedade, a justiça, a saúde, a autorização de residência e a associação de imigrantes.
Como oportunidade de evangelização, de conhecer e integrar novas experiências de fé, não se podem ignorar os imigrantes – hoje indevidamente apelidados, como há séculos atrás, de gentios confinados aos pátios do templo – que, não sendo religiosos têm sido um grande dom para a sociedade. Têm sido aliados das diferentes religiões pelo seu compromisso humanístico, em tantas associações, organizações e meios de comunicação social, na defesa da dignidade humana, direitos dos migrantes e integração sociocultural.
No processo de colher oportunidades a partir da mobilidade para a Nova Evangelização, uma palavra final sobre uma especial e minoritária categoria de migrantes: os agentes pastorais. Constata-se que, na última década, temos recebido mais sacerdotes estrangeiros para o serviço da Igreja em Portugal do que enviado missionários portugueses para as nossas comunidades da diáspora. Na verdade, é um fato o crescimento entre nós do número de sacerdotes provenientes das igrejas, entre outras, de Angola, Cabo Verde, India, Brasil, Ucrânia, Moçambique, países dos imigrantes. Mediante a valorização por parte das dioceses da afinidade e situação cultural e mais cuidada iniciação cultural e pastoral ao trabalho em Portugal, poderão atuar a natural mediação cultural na evangelização. Oportunidade a não perder numa igreja que, desde o I Congresso Missionário Nacional, quer assumir sempre mais a Missão no seu território e estruturas.
As diferenças culturais no modo de viver e celebrar a fé em Deus, praticar a caridade e a justiça, assumir a universalidade do Evangelho, cumprir a evangelização unida à promoção humana, servir a dignidade dos mais pobres e vulneráveis deverão ser vividas sem temer a sadia conflitualidade e tensão necessárias do processo do anúncio do Evangelho através da inculturação. Continuar a integrar os agentes pastorais e todas as experiências religiosas em contexto migratório na forma de planificar a pastoral ordinária – kerigma, liturgia, diaconia e koinonia – significa seguir por caminhos de Nova Evangelização. É, por isso, que a Pastoral da Mobilidade, em sinergia com outras pastorais de cariz missionário, oferece condições para o novo ardor, novos métodos, novas expressões… novas estruturas e novos agentes – religiosos e leigos – de que há muito a Igreja busca para dialogar com a cultura e servir com humildade o mundo hodierno.
Rui Silva Pedro, c.s.

Vaticano: Papa diz que migrantes são mais do que «números»

Cidade do Vaticano, 15 jan 2012 (Ecclesia) – Bento XVI recordou hoje no Vaticano os “milhões de pessoas” que fazem parte do fenómeno das migrações, no mundo atual, sublinhando que as mesmas são mais do que “números”.

“São homens e mulheres crianças, jovens e idosos que procuram um lugar para viver em paz”, disse o Papa, a respeito do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que a Igreja Católica celebra este domingo, ao dirigir-se aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a oração do Angelus.

A mensagem de Bento XVI para este ano, como o próprio recordou, tem como tema ‘Migrações e nova evangelização’, para frisar que “os migrantes não são apenas destinatários mas também protagonistas” no anúncio da mensagem cristã.

Para assinalar esta data, estavam presentes no Vaticano representantes das comunidades imigrantes de Roma, a quem o Papa deixou uma “cordial saudação”, desde a janela do

Bento XVI convidou os católicos a viverem “concretamente a solidariedade e a caridade” junto das populações estrangeiras, prestando atenção “às necessidades dos migrantes e refugiados, em particular ao seu desejo de encontrar Deus”.

Mais à frente, o Papa recordou a realização da próxima semana de oração pela unidade dos cristãos, entre 18 e 25 deste mês, deixando votos de que se promovam encontros para rezar pelo “dom da plena unidade”.

Na sua habitual catequese dominical, Bento XVI falou do tema da “vocação” e desejou que os fiéis estejam disponíveis para uma “especial consagração para o serviço de Deus e do seu povo”, como padres ou membros de institutos religiosos, se a isso se sentirem chamados.

Mobilidade: oportunidade de evangelização

Por ocasião do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que a Igreja Católica celebra neste ano, no dia 15 de janeiro de 2012, o Santo Padre Bento XVI propõe o tema das "migrações e nova evangelização". Convida todas as pessoas de boa vontade e os cristãos de modo particular, a comprometerem-se na busca de soluções adequadas para os múltiplos desafios da mobilidade humana e a proteção da dignidade das pessoas migrantes, suas famílias, suas culturas e suas comunidades.

 
A acolhida dos irmãos e irmãs migrantes e refugiados, que saem de seus países em busca de melhores condições de vida ou ameaçados por perseguições, guerras, violência, fome e catástrofes naturais, não é só uma questão de ação social e solidariedade, mas também "uma oportunidade providencial para renovar o anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo”, como propõe Bento XVI. Os desafios do processo de globalização, da primavera árabe, da crise econômica, da perseguição das minorias cristãs e das profundas mudanças da sociedade atual levaram o Papa João Paulo II e também Bento XVI, a incentivarem a Nova Evangelização como resposta pastoral urgente ao desafio das migrações e das exigências da catolicidade da fé no Deus revelado em Cristo.
 
Esta resposta pastoral baseia-se na mensagem evangélica, segundo a qual acolher aos demais é encontrar-se com Cristo. Todo cristão é portador e herdeiro da memória histórica do caminhar do povo de Deus, do respeito ao migrante e do valor de hospitalidade, contidos na palavra de Deus: "quando um migrante se estabelecer convosco em vosso país, não o oprimireis. Ele será para vós como o nativo: tu o amará como a ti mesmo, porque fostes migrantes no Egito" (Lv 19,33-34). Em Cristo, Deus veio pessoalmente pedir hospitalidade aos homens e mulheres do mundo e viveu a experiência do exílio no Egito (Mt 2,14). Ele chegou a identificar-se com o estrangeiro que necessita hospitalidade e amparo: "eu era migrante e me acolheste" (Mt 25,35). Além disso, as migrações, parafraseando o Vaticano II, são um sinal dos tempos que se deve interpretar hoje!
 
Partindo desta visão cristã da pessoa, da vida, dos sinais e da história, a Congregação dos Missionários de São Carlos (Scalabrinianos) renova seu compromisso com a Igreja a serviço de uma Nova Evangelização frente ao vasto e complexo fenômeno da mobilidade humana. Não só permanecendo fiel – como vem fazendo há 125 anos – ao serviço concreto das comunidades migrantes em seu caminho de fé, de formação, de interculturalidade e de participação na Igreja local, bem como intensificando sua colaboração com os atores políticos e sociais na promoção de leis, programas e serviços que tutelem a dignidade e os direitos humanos e culturais de migrantes, deslocadas e refugiados.
 
Roma, 12 de janeiro de 2012
 
P. Sérgio O. Geremia, c.s.
Superior Geral
 

Arcebispo do Luxemburgo agradece presença portuguesa

Jean-Claude Hollerich, o arcebispo do Luxemburgo, nomeado este ano, e que declarou querer aprender português, publicou uma mensagem de Natal a todos os portugueses do Luxemburgo que a seguir reproduzimos.

"Sei que vieram para este país (que é o meu e o vosso, porque o escolhestes) em busca de trabalho, liberdade, de uma vida melhor para vós e para os vossos filhos. Mas vós viestes tal como sois, portadores da vossa história, do vosso espírito de cidadãos do mundo, navegadores e missionários, cujos vestígios encontrei no Japão e ainda as vossas profundas convicções cristãs, reforçadas por uma devoção muito especial pela Virgem Maria, vossa padroeira e Mãe, que também é nossa.

Vós estais contentes por estar aqui e nós porque vos temos connosco. Uma integração fraternal trará um enrequecimento recíproco.

Quero também agradecer o refúgio que Portugal concedeu à Grã-Duquesa Charlotte e à família grão-ducal durante a segunda guerra mundial. O acolhimento que vós lhes reservaste permitiu ao nosso pequeno país enfrentar o invasor nazi pois sabíamos que a vida da nossa soberana estava a salvo.

O povo orgulhoso de Portugal é conhecido em todo o mundo pela sua abertura na época das grandes descobertas e das grandes navegações. Vós sois os sucessores desses pioneiros da mundialização transformados em agentes da globalização na época em que vivemos.

Peço humidemente a vossa ajuda para anunciar o Evangelho no Luxemburgo. Peço a vossa ajuda para que os portugueses e os luxemburgueses possam construir aqui um mundo mais justo onde cada pessoa humana seja respeitada.·
Obrigado pela vossa presença no Luxemburgo.

Bom Natal e Bom Ano!

Jean-Claude Hollerich
Arcebispo do Luxemburgo"

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