Bispo de Aveiro ajudou a “(Re) Desenhar Famílias” A família, e toda a problemática com ela relacionada, deve interessar a toda a gente, até porque “todos temos a experiência da família”, sublinhou o Bispo de Aveiro, D. António Marcelino, na sessão de abertura do encontro “Intervenção psicossocial em famílias multiproblemáticas e multiassistidas – (Re) Desenhar Famílias”, promovido pelo Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental / Centro Social e Paroquial da Vera Cruz, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro.
“A família está maltratada pela sociedade” e até “pelos investiga-dores”, com alguns sociólogos e psi-cólogos para quem a “família é um sistema”, afirmou o bispo aveirense, para quem “a família não é um sistema mas uma matriz natural”.
“A grande referência da família é a vida e o amor”, prosseguiu D. António Marcelino, dizendo que a “família é uma comunidade de vida e de amor”, na qual todos “os seus membros têm um mesmo objecti-vo”, comunidade que “tem a sua base na gratuitidade e no amor”.
Para o prelado aveirense, no que se refere à família, “o igual não enriquece”, porque “a riqueza natural está na complementaridade, na heterossexualidade”. Por isso, “o padrão é a família natural. Todos os outros sistemas são configurações sociológicas”.
Perante uma plateia de técnicos, D. António Marcelino deixou alguns recados, ao dizer que “a família não pode ser tratada de alto para baixo, mas com empatia, paciência e ouvir muito”; e ainda que, “para redesenhar a família, é preciso redesenhar cada um dos seus elementos”.
Por fim, o Bispo de Aveiro congratulou-se pelo facto do encontro permitir “a unidade das entidades da cidade”, patente na presença de representantes da Igreja, Câmara Municipal de Aveiro, Segurança Social, Instituto de Emprego, entre outras entidades, “na procura de respostas e soluções para a problemática da família”.
Sobre os objectivos do encontro, o padre Rocha, pároco da Vera Cruz, referiu que ele visa “aprofundar um programa que estamos a realizar desde 2001”, e também “irmos re-qualificando a nossa acção e encontrarmos respostas cada vez mais adequadas aos problemas da família”.
“Os cientistas que levam o seu trabalho até ao fim e com rigor têm hoje uma visão do mundo em que a ciência só pode ser concretizada quando os afectos estão em toda a sua plenitude”, realçou a vereadora da autarquia aveirense, Lusitana Fonseca, para quem “a família é o primeiro lugar do conhecimento e do entendimento da sociedade”, já que “não há bem estar e desenvolvimento na humanidade, se a família não for saudável”.
Para o recém empossado responsável pela Segurança Social em Aveiro, Celestino Almeida, “falar da família é, em termos gerais, falar do nó embrionário da sociedade”. Por isso, nesta temática, as entidades governamentais, as ligadas à Igreja e as privadas, “têm que agir para evitar as derrapagens, as desacelerações e as travagens”, de modo a que “não haja despistes”.
