Espaço de justiça e de liberdade

Última columa Com a ganância económica que caracteriza as políticas liberais da Europa dos nosso dias, não há lugar para uma comunidade mais solidária e mais fraterna. Por isso, o Santo Padre não se tem cansado de alertar os políticos para que construam uma nova sociedade, repetindo o apelo, na semana passada, na mensagem que dirigiu aos ministros europeus da Administração Interna, recebidos no Vaticano.

João Paulo II defendeu então que é preciso fazer da União Europeia “um espaço de justiça e de liberdade, em que todos nos sintamos em casa”, frisando ser urgente que os políticos procurem novas soluções para os problemas ligados ao respeito pela vida, pelos direitos da família e pela imigração. “A desejada coesão nacional necessitará de uma maior solidariedade fraterna que deriva da consciência de sermos uma única família chamada a construir um mundo mais justo”, referiu o Santo Padre.

Entretanto, os ministros tinham-se comprometido em Roma, durante uma conferência em que se debateu o “Diálogo inter-religioso, factor de coesão social na Europa e de paz no Mediterrâneo”, a promover a aproximação entre os povos e a integração social, essencialmente para “esconjurar qualquer fundamentalismo” e evitar o terrorismo. E o Papa, conhecedor destas boas intenções, ainda destacou, durante a audiência, a necessidade de se erradicarem as causas do terrorismo, “afastando o egoísmo, o ódio e a violência” das sociedades contemporâneas.

João Paulo II recomendou, por fim, que os países devem assegurar um sistema legislativo que consagre a liberdade religiosa e o respeito pelos direitos fundamentais da pessoa, para assim se poder alcançar a coesão social.

F.M.