Fórum Económico Mundial

Última coluna Com a habitual contestação dos que reclamam uma nova ordem social, que avance para uma sociedade mais humana e mais solidária, terminou no domingo, depois de cinco dias de trabalhos, em Davos, Suíça, o Fórum Económico Mundial. Um total de 34 chefes de Estado e de Governo debateram os mais diversos temas relacionados com o mundo dos negócios e suas repercussões na economia das grandes potências, sem que daí tenham resultado, para já, grandes benefícios para os países mais pobres.

Segundo dados da organização, 227 personalidades da esfera política internacional e 220 empresários das 500 maiores empresas mundiais discutiram a baixa do dólar, os bons negócios a efectuar sobretudo com a China, “o eldorado do século XXI”, e a necessidade de mais se trabalhar para se desenvolver com mais eficácia um comércio livre.

Reconheceu-se que o terrorismo continuará vivo e que, por isso, a economia mundial não poderá reactivar-se de maneira sustentada, o que contribuirá para que os problemas da pobreza não se resolvam. No entanto, dirigentes de alguns países em vias de desenvolvimento e organizações humanitárias recordaram aos políticos ocidentais, aos multimilionários e directores de multinacionais que combater a pobreza é, também, uma forma de lutar contra os ódios e extremismos.

Entretanto, dirigindo-se aos representantes das grandes empresas, o secretário geral da ONU, Kofi Annan, pediu ao sector privado que ajude a debelar os problemas da fome em muitas regiões do mundo. Apenas Bill Gates, o magnata da informática, ofereceu mil milhões de dólares ao Programa da ONU para o Desenvolvimento.

F.M.