Portugal na UE?

Última Coluna Sempre fomos um País europeu, mas nem sempre estivemos virados para a Europa. Andámos por África, pelas Américas, pela Ásia e pela Oceânia, mas só com a entrada na UE é que nos assumimos em plenitude como europeus, apesar de tantas influências termos recebido do velho continente através dos séculos. E quando aderimos à então Comunidade Europeia, logo imaginámos que em breve estaríamos, sob o ponto de vista económico, sobretudo, ao nível dos povos europeus. Mas não estamos. Continuamos, afinal, ainda, na mó de baixo.

Segundo a Direcção Geral do Comércio e Concorrência (DGCC), Portugal tem um dos sa-lários mínimos mais baixos, e, proporcionalmente, o nosso povo continua a gastar mais no chamado cabaz de compras. Em Espanha, por exemplo, o salário mínimo é 26,5 por cento superior ao português, mas o cabaz de compras é inferior em 4,63 por cento ao adquirido em lojas similares portuguesas.

É óbvio que há produtos entre nós mais baratos do que em Espanha, mas a verdade é que o contrário também se verifica. Só que não podemos andar a correr para o país vizinho para pouparmos alguns euros. Não dava o trigo para a renda.

A DGCC, no entanto, alerta no seu estudo para as diferenças existentes entre as grandes cadeias de produtos alimentares, que operam em Portugal, para um cabaz de compras com os mesmos produtos. E essas diferenças são de tal ordem que o comprador não pode deixar de estar atento às campanhas promocionais, para poupar uns euros, evitando, contudo, embarcar nas propostas publicitárias que os obrigam a comprar o que muitas vezes pode muito bem ser dispensado.

F.M.