Última coluna Celebra-se este ano o décimo aniversário do Ano Internacional da Família, ao qual Portugal aderiu com empenho. E desde essa comemoração, apesar de alguma coisa se ter feito, muito se tem acentuado a convicção de que ainda há muito a fazer, tão convencidos estamos de que a Família está na base do desenvolvimento, da harmonia e da coesão sociais.
Margarida Neto, Coordenadora Nacional para a Política de Família, em texto que publicou na ECCLESIA, anunciou que em breve o Governo apresentará um documento sobre uma Política Global e Integrada da Família, por reconhecer que é dever do Estado cooperar, apoiar e estimular o desenvolvimento pleno das funções e das competências das famílias, “sem contudo as substituir no que lhes é e deve ser próprio”.
Como principais preocupações, Margarida Neto aponta a protecção da maternidade e da paternidade, a responsabilidade insubstituível dos pais na educação dos filhos e a garantia da liberdade de opção educativa pelas famílias, a criação de condições para uma efectiva conciliação entre a vida familiar e a profissional, a defesa da vida e a ampliação dos equipamentos sociais de apoio à família.
Ainda indica como preocupações importantes a promoção de um envelhecimento activo, o estímulo ao associativismo familiar e ao voluntariado e o conhecimento sobre as causas e consequências da diminuição da natalidade e das alterações demográficas em curso.
Aquela responsável recorda também que a família é a mais pequena democracia no coração da sociedade e formula votos de que 2004 seja um ano de e para a Família.
F.M.
