Set 11, 2017 | Documentos, Notícias
Em homenagem a D. António Francisco
Foi com enorme tristeza e sentida consternação que recebemos a notícia do falecimento de D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto. Rezamos para que Deus Pai o acolha eternamente no seu Coração de Bom Pastor.
Como nos recorda D. Manuel Clemente, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, em profunda homenagem a D. António Francisco, «ele foi entre todos nós, em Portugal, entre todos nós que o conhecemos e que tanto ganhamos com a sua convivência e com a sua ação, uma belíssima imagem do que é Cristo Bom Pastor que continua presente na Igreja e na sociedade em geral».
Na certeza da esperança, acreditamos que continua bem vivo entre nós o seu grande testemunho de Homem e Pastor simples e humilde, cheio de sabedoria e próximo das pessoas, intensamente dedicado aos seus diocesanos e sempre disponível para servir a Igreja em Portugal.
As Exéquias Solenes celebram-se no próximo dia 13, quarta-feira, às 15 horas, na Sé Catedral do Porto. O corpo de D. António estará em Câmara ardente a partir das 17h00 de hoje. A Catedral estará aberta das 9h00 às 24h00.
Lisboa, 11 de setembro de 2017 P. Manuel Barbosa, Secretário e Porta-voz da CEP


Secretariado Diocesano de Migrações do Porto
Neste dia, em que, daqui a pouco celebraremos na Catedral o 7º dia da sua partida, com a serenidade possível, aqui vai.
O nosso conhecimento não veio apenas de ser meu Bispo durante os últimos três anos, mas de bastantes anos antes, pelo trabalho nas Migrações e outros relacionados, durante os quais me habituei a admirá-lo e amá-lo, pelos seus traços marcantes. O Senhor D. António Francisco tinha uma Pedagogia muito própria e eficaz, uma inteligência e uma memória invulgares e uma grande serenidade; mas tinha, sobretudo, uma enorme simplicidade, uma atenção e um cuidar de todos, que impressionavam. Os gestos e as palavras cheios de ternura, marcavam profundamente. Atento a todos e a cada um, não nos tratava como se fossemos “mais um” no meio da multidão; chamava-nos pelo nome e o seu olhar carinhoso e profundo, chegava ao interior do nosso coração.
Tinha atitudes que me deixavam (e a outros também) perplexa. A tal bondade de que muito se tem falado nestes dias, não era uma bondade vulgar; era uma bondade traduzida em gestos e palavras especiais, de forma de tal modo sublime, que espantava. O Senhor D. António Francisco agradecia tudo. Agradecia também aos que lhe faziam mal, àqueles que se lhe opunham rudemente ou o desrespeitavam; também aí havia sempre, de alguma forma, um agradecimento pelo acolhimento, etc… Fazia-o de uma forma absolutamente incompreensível para mim, simples mortal em caminhada de constante aperfeiçoamento. Era como se agradecesse por mais uma provação! Não entendemos… Por isso digo, sem dúvida ou receio de faltar à verdade, que o Senhor D. António Francisco é um santo! Essa sua bondade e capacidade de aceitação, não eram apenas “naturais”. Sim, o Senhor D. António Francisco era genuíno, as suas palavras significavam exactamente aquilo que dizia, mas toda a sua forma de actuar, nas mais diversas circunstâncias, tinha bem vincada, a marca da santidade.
Não tenho dúvidas de que, nesta nova dimensão, estará sempre connosco, ajudando e orientando, intercedendo por nós!
Particularmente, guardo boas lembranças, de momentos de partilha: de um simples cálice de vinho do Porto na Casa Episcopal de Aveiro, às brincadeiras entre Sacristias improvisadas e “telemóveis enfiados no bolso do casaco”, passando pelas nossas várias conversas mais particulares e sérias no piso -2 da Casa Diocesana do Porto e pelo seu interesse e preocupação pelo meu estado de saúde, tantas vezes manifestados.
Com muita satisfação e carinho, guardo, do nosso último encontro, antes de férias, um sentido abraço e os repetidos pedidos de desculpa por não ter conseguido ir ver-me ao Hospital.
Muito grata, querido D. António Francisco! Até breve!
Maria Viterbo – Secretariado Diocesano das Migrações e Turismo – Porto – 18 de Setembro de 2017
Set 11, 2017 | Documentos, Notícias
Acordamos hoje, com a triste notícia do falecimento do António Francisco dos Santos, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social Mobilidade Humana.
Agradecemos as condolências até agora enviadas e gostaria de solicitar que nos auxiliassem na homenagem merecida que lhe queremos prestar.
No fundo pedia-vos a memória do impacto do Serviço que prestou no campo das migrações, a menina dos seus olhos.
Nesta hora de pesar que memórias de gratidão? Após a recolha colocaremos na nossa página.
Em comunhão e unidos em oração
Obra Católica Portuguesa de Migrações

LUTO NA IGREJA EM PORTUGAL
Oremos pelo eterno descanso do senhor bispo do Porto que a nossa Comunidade de Língua Portuguesa do Luxemburgo teve a alegria de acolher em Maio de 2016 na sua visita pastoral à Diáspora.
O saudoso D. António Francisco dos Santos era o actual presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (Migrações).
Enquanto esteve no meio de nós visitou Esch-sur-Alzette, Cidade do Luxemburgo, Schieren, a Comunidade da Prisão de Schrassig e presidiu à 49ª Peregrinação nacional ao Santuário de Wiltz.
Recordemos o bom pastor do Porto na esperança e na gratidão a Deus.
Oremos em silêncio.
Apresentamos à Diocese do Porto, Conferência Episcopal Portuguesa, Comissão Episcopal da Mobilidade Humana e à Obra Católica Portuguesa de Migrações as nossas sinceras condolências.
Contai com a oração na esperança da Comunidade Portuguesa e Lusófona do Luxemburgo.
P. Rui M. da Silva Pedro cs.
Partiu um amigo da nossa família
Hoje morreu um Homem Santo!
Um Homem Santo, que antes de ser Bispo era Padre, e antes de ser Padre era um Homem, e era um Homem bom.
Um Homem Santo, que transbordava alegria no olhar, e a todos deixava alegres.
Um Homem Santo, capaz de deixar tudo e todos para vir abraçar uma criança do outro lado da multidão, e que se baixava para lhe apertar os atacadores dos sapatos “para que não tropeces”.
Um Homem Santo, que deixava a cadeira do poder para ir jantar com os pobres, mesmo sem se saber e sem necessidade que se soubesse.
Um Homem Santo, sempre preocupado com todos mais do que consigo mesmo.
Um Homem Santo, muitas vezes só como muitos estão sós em cidades grandes cheias de gente.
Um Homem Santo, simples humilde sincero, que aproveitava a visita dos amigos para “fugir” dar uma volta a pé e acabar Feliz no Santini a comer um gelado…
Hoje morreu um Homem Santo, partiu para a “Casa do Pai”, como tantas vezes dizia, que lá tenha o descanso merecido. Para esta família simples este Santo permanecerá.
Que interceda por nós Dom António Francisco, querido amigo.
Zé Cupido Ventura e Sónia Cunha Neves
Um homem bom. uma perda imensa
“É preciso que a Igreja ouça quem dela fala e leia quem sobre ela escreve”. O apelo de D. António ecoou na Igreja dos Clérigos, naquele apressado final de tarde. Já maio se fazia junho. A hora e o dia não ajudavam. A assistência ficou aquém. Mas, amigo dos autores do livro* sobre o qual fora convidado a falar, António Francisco não hesitou e foi o primeiro a ter uma palavra de motivação. Explicaria que era impossível ficar indiferente àquela leitura. Que entendia o que o autores queriam dizer à Igreja, aos crentes e não crentes, sobre o Papa Francisco.
Na sua simplicidade e abertura, António Francisco dos Santos era exemplo. Formado na École Pratique de Hautes Études Sociales, em Paris, homem da filosofia e da sociologia, vivera na primeira pessoa a experiência da laicidade francesa, a pastoral dos migrantes, as exigências de um cosmopolitismo em mudança, o desafio de uma Igreja sem amarras para ir ao encontro de cada homem e mulher. Era reconhecido o seu esforço de abrangência. Ainda bispo de Aveiro, impulsionou e apadrinhou encontros e iniciativas que levavam a debate visões díspares sobre assuntos nem sempre fáceis para a Igreja. Era disso que ele gostava. De um diálogo difícil, em ambientes sem alarido mediático, que, na diferença e pela diferença, elucida e aproxima as pessoas do essencial.
Raramente deixava alguém sem resposta. Era um homem de proximidades. Cândido na conversa e suave nas palavras. E de ação discreta. A gestão de uma diocese como a do Porto causava-lhe por isso algum desgaste emocional. Mas nunca o víamos publicamente sem um sorriso.
António era Francisco de nome, mas também de convicção. Um braço do Papa argentino. No estilo, na sintonia das ideias, no discernimento. Foi natural e óbvia a sua posição quando a Conferência Episcopal Portuguesa decidiu levar a votos a sensibilidade dos bispos quanto à possibilidade de os divorciados recasados poderem comungar. Sendo um homem do pensamento, colocava a lei e as normas no seu devido lugar. A pessoa concreta está primeiro.
Ainda agora nos deixou. E já está a fazer muita falta ao país, ao pensamento, em primeiro lugar aos amigos e a todos os que viam nele uma âncora. “Há que fazer sempre o discernimento com os sinais do tempo, assumir os desafios da cultura e estar sempre atento ao sopro imparável do Espírito”, disse naquela tarde na Torre dos Clérigos. Sendo António Francisco isto tudo e tudo o que isto implica, vai ser difícil substituí-lo na Igreja em Portugal. A ala do diálogo, dos que estão com Francisco, o Papa, perdeu um protagonista. Fica a esperança do bispo: “a revolução é mesmo imparável, mas vai precisar de muito tempo para se fazer”.
* Papa Francisco – A Revolução Imparável (Manuscrito), de António Marujo e Joaquim Franco
http://sicnoticias.sapo.pt/opiniao/2017-09-11-Um-homem-bom.-Uma-perda-imensa-1
Jun 26, 2017 | Notícias
Ontem, sábado, a Catedral de Notre Dame, na capital, apagou-se para ouvir a fadista portuguesa Katia Guerreiro, que atuou no país no âmbito da visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima.
Das preces cantadas da fadista sobressaíram temas como “Avé Maria” de Frei Hermano da Câmara, “Nossa Senhora do Fado” de Júlio Vieirinha , “Avé Maria”, de Fernando Pessoa e um tema dedicado aos intérpretes de fado, “Avé Maria Fadista”.
No entanto, Katia Guerreiro também passou em revista alguns dos seus temas mais aplaudidos. Cantou Ary dos Santos em “Rosa Vermelha” ou “Quero cantar para a Lua”, escrito pela fadista maior, Amália, que foi por diversos momentos lembrada na catedral. Em “Asas para o sofrimento”, aconteceu um dos momentos mais emotivos da noite, se é que houve algum que não o foi, mas a plateia levantou-se e aplaudiu entusiasticamente Katia Guerreiro.
Acompanhada por João Veiga, na guitarra clássica, Fernando Júdice, no baixo acústico, Eurico Machado e Pedro de Castro na guitarra portuguesa, a fadista homenageou a identidade portuguesa. O público rendeu-se aos ícones portugueses. Mostrou respeito pelo fado e pela fadista, por Nossa Senhora de Fátima e pela religião, pela cultura portuguesa e pelos valores que ela defende.

Despedida de Nossa Senhora de Fátima
A última missa com a imagem de Nossa Senhora é celebrada na catedral hoje, domingo, pelas 19h.
De salientar que também na catedral está a obra “Coração Independente” da artista plástica Joana Vasconcelos. Sobre esta obra, a fadista Katia Guerreira disse “ser tão grande como é o coração dos portugueses.”
Vanessa Castanheira
Jun 22, 2017 | Artigo, Informações, Notícias
A Solidariedade com os Incêndios não tem fronteiras
As Comunidades Católicas de Língua Portuguesa, dispersas pela Europa e Mundo unem-se com pesar e solidariedade, a esta hora de tragédia, dor e desejo de mudança.
Têm chegado à OCPM palavras de pesar, orações, testemunhos de pessoas que combateram os fogos e de familiares que perderam seus entes queridos.
Foram-nos comunicadas iniciativas de recolha de fundos juntos das Missões Católicas de Língua Portuguesa e Associações de Emigrantes. Há comunidades portuguesas da Diáspora que já nos informaram que irão unir-se ao peditório nacional decretado pelos bispos portugueses para o próximo dia 2 de julho de 2017.
Eis para onde devem conjugar os esforços e envio de donativos. Os canais da Igreja em Portugal para o apoio financeiro, segundo a CEP, são:
Conta solidária ‘Cáritas com Portugal abraça vítimas dos incêndios’
BIC/SWIFT: CGDIPTPL (para as transferências internacionais)
IBAN PT50 0035 0001 00200000 730 54,
Conta da Caixa Geral de Depósitos.
Esta ajuda será canalizada para as populações mais afectadas e corporações de bombeiros, através da Conta solidária da Caritas. Nomeadamente a Caritas da Diocese de Coimbra região, até agora, mais afetada pelos incêndios: casas devoradas e vidas humanas ceifadas pelo fogo.
Gostaríamos de solicitar que nos informassem sobre as iniciativas realizadas para angariação de fundos e bens essenciais, como também a quantia angariada/depositada na conta solidária.
Obra Católica Portuguesa de Migrações
Telefone: 00351 218855470
Correio electrónico: ocpm@ecclesia.pt
Jun 1, 2017 | Notícias
1 JUN 2017 09:00 // SUSANA KRAUSS // NOTÍCIAS
Mudaram-se de Portugal para Bruxelas por motivos profissionais dos pais. Agora vivem uma nova realidade, frequentam uma escola bem diferente e têm outras rotinas. Fomos conhecer a história destas cinco crianças, e as suas expectativas para o futuro.
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créditos: @Susana Krauss
Da esquerda para a direita: Maria, Matilde, Eduarda, Francisco e Rafael
Maria, Eduarda, Matilde, Francisco e Rafael têm entre 10 e 11 anos, são colegas de turma e vivem na Bélgica há mais de dois anos. A mudança não foi fácil para a maior parte delas.
Para a Matilde, 10 anos, foi até bastante difícil. Quando os pais lhe contaram cerca de quatro meses antes que iam deixar Portugal, as lágrimas foram inevitáveis. “Quando cheguei aqui, tinha oito anos, e fiz algumas birras. Chorava, não queria dormir no meu quarto, estava muito nervosa com a mudança”.
Maria, 10 anos, confessa que ficou triste com a mudança, mas por outro lado, sabia que ia ser uma nova experiência. Para a Eduarda, 11 anos, o que custou mais foi deixar a família para trás. Sendo do norte do país, mais precisamente de Póvoa do Lanhoso, com uma família grande, deixá-los foi o mais difícil. “Nós somos muito unidos, e também fiquei com saudades dos meus amigos. Mas, como a Maria, eu depois gostei de conhecer aqui novos amigos”, conclui.
Além da família e amigos, há outras coisas que deixaram para trás e que ainda persistem na memória. Francisco, 11 anos, vive na Bélgica desde que nasceu, e vai a Portugal nas férias da escola e verão. No entanto, e apesar de não ter a experiência de ter vivido no país, como a maior parte dos seus colegas de turma, sabe muito bem identificar do que tem mais saudades sempre que regressa à sua terra natal, o Pego, em Santarém.
“Sinto saudades de um pequeno campo de futebol onde jogo desde pequenino e espero que nunca ninguém o destrua, porque é uma grande lembrança para mim”. O Rafael diz que são “dos gelados Olá e da minha antiga casa!” que sente mais falta.
Uma escola diferente e um ensino bilingue
A escola foi outro passo importante na vida destas crianças. Agora frequentam uma escola europeia, onde no recreio e nas salas de aulas se falam diferentes línguas, além do português. O método de ensino e as rotinas também são diferentes.
“Foi difícil, porque como eu era nova na escola, não me ligavam muito”, revela Maria, que vive em Bruxelas há dois anos. Eduarda concorda. “Quando cheguei, e como era a única rapariga nova a entrar naquele ano, era ignorada e as outras meninas nunca queriam brincar comigo. Havia um grupo para o qual eu queria entrar, mas elas obrigavam-me a fazer coisas que eu não conseguia, só para não fazer parte daquele grupo”.
Hoje em dia, todos estão perfeitamente adaptados à nova escola e têm muitos amigos, inclusive de outras nacionalidades.
Frequentar uma escola europeia para estas crianças é uma grande vantagem na aprendizagem de línguas. “No recreio podemos logo praticar o inglês ou o francês, com outros meninos. Isso torna a aprendizagem de uma língua muito mais fácil”, diz Francisco.
Mesmo para quem não sabe ainda falar o francês, há sempre um amigo disposto a ajudar. “Tenho amigas italianas e francesas, e às vezes elas ensinam-me o francês. Além disso, aqui no secundário a partir de um determinado ano podes aprender uma terceira e quarta língua. Por isso, sais da escola a saber falar italiano, alemão, espanhol ou outra, e isso vai ser importante para o nosso futuro ”, conta Matilde. Para Rafael, “em Portugal aprendem-se outras línguas um pouco mais tarde, e aqui começa-se desde cedo.”
De uma maneira geral, consideram o ensino em Portugal mais exigente e mais difícil. “Aqui eles fazem mais atividades, o que facilita a aprendizagem de determinadas matérias”, revela Eduarda. Na opinião da Maria, “para quem frequentou uma escola em Portugal, chega aqui e tudo parece mais fácil”. Matilde aponta outra questão, relacionada com a compatibilidade dos programas curriculares: “Quando entrei aqui para o 4º ano, havia matérias que já tinha dado em Portugal, por isso não foi difícil”.
Jun 1, 2017 | Notícias
31 mai, 2017 – 19:57 • Ana Rodrigues
No seminário ‘Paz e Futuro da Humanidade’, o bispo anglicano D. Jorge Pina Cabral defendeu que a “essência das religiões é de paz”. Já o bispo das Forças Armadas falou da responsabilidade dos líderes religiosos.
Foto: Joana Bourgard/RR
As religiões são construtores de paz e o desconhecimento leva a que, muitas vezes, sejam associadas a actos de terrorismo. Foi desta forma que o bispo anglicano D. Jorge Pina Cabral realçou a importância de abordar na sociedade temas sobre o papel das religiões num futuro sem guerras.
No seminário ‘Paz e Futuro da Humanidade’, que decorreu esta quarta-feira em Lisboa, o bispo da Igreja Lusitana, de comunhão anglicana, defendeu que “a essência das religiões é de paz, de respeito pela vida e a associação que muitas vezes se faz a actos terroristas tem muito a ver com o desconhecimento”.
- Jorge Pina Cabral entrevistado por Ana Rodrigues
O terrorismo, diz D. Jorge Pina Cabral, tem sobretudo a ver com questões políticas e até com a “sede de poder”.
O bispo anglicano foi um dos convidados do seminário organizado pelo Ordinariato Castrense, tendo como pano de fundo o Centenário das Aparições de Fátima e da I Guerra Mundial (1914-18).
Um evento que, segundo D. Manuel Linda, bispo das Forças Armadas, teve como objectivo “enaltecer os valores da paz e o papel das forças armadas na defesa das pessoas que lhe confiaram a sua segurança”.
“Isso não quer dizer que haja guerras justas. O que defendemos é o direito à legítima defesa”, afirmou D. Manuel Linda.
Já sobre a responsabilidade dos líderes religiosos na busca de um mundo com paz, o bispo das Forças Armadas frisou que “têm de saber dialogar, estar em conjunto e isso desarma potenciais conflitos”
A união contribuirá para a “conversão dos corações, porque as guerras nem sempre são motivadas por razoes económicas, mas quase sempre são fruto de um coração que odeia”, referiu D. Manuel Linda.
O seminário contou também com a presença de D. Sifredo Teixeira, bispo da Igreja Evangélica Metodista Portuguesa.
A iniciativa contou ainda com oradores como o ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes; o secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello; e o coronel Nuno Lemos Pires, comandante do Corpo de Alunos da Academia Militar.
A sessão de encerramento do Seminário foi presidida pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que enalteceu o “contributo que as forças armadas e de segurança têm dado para a manutenção da paz, em tantos países espalhados pelo mundo”.
Marcelo rebelo de Sousa acrescentou que, “desde 1996, mais de 36 mil militares portugueses participaram em operações de apoio à paz, incluindo humanitárias, das Nações Unidas, da União Europeia ou da NATO”.
O seminário contou ainda com intervenções do bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto; e do coronel Lemos Pires, da Academia Militar.