Jun 17, 2016 | Notícias, Recortes
http://www.agencia.ecclesia.pt/radio/radio/dia-de-portugal-de-camoes-e-das-comunidades-portuguesas-emissao-10062016/
A diretora da Obra Católica de Migrações, Eugénia Quaresma, considera o 10 de junho “um dia de memória mas também celebração de futuro” e alerta para a importância de “criar pontes” com as comunidades na diáspora seja pelas entidades politicas como as religiosas. (mais…)
Jun 1, 2016 | Recortes
No mundo inteiro, há homens, mulheres e crianças que são obrigados a deixar a sua terra. A angústia que vivem cria neles a motivação de partir. E esta motivação é mais forte que todas as barreiras erguidas para lhes impedir o caminho. Posso dar testemunho disso por ter passado alguns dias na Síria. Em Homs, a extensão das destruições causadas pelos bombardeamentos é inimaginável. Uma grande parte da cidade está em ruínas. Vi uma cidade fantasma e ressenti o desespero dos habitantes do país.
Hoje são os Sírios que afluem à Europa, amanhã serão outros povos. Os grandes fluxos migratórios a que assistimos são invencíveis. Não nos apercebermos disso seria uma demonstração de miopia. Procurar regular estes fluxos é legítimo e mesmo necessário, mas querer impedi-los construindo muros de arame farpado é absolutamente inútil.
Perante esta situação, o medo é compreensível. Resistir ao medo não significa que este deva desaparecer, mas sim que não devemos deixar que nos paralise. Não permitamos que a rejeição do estrangeiro se introduza nas nossas mentalidades, pois recusar o outro é o germe da barbárie.
Numa primeira etapa, os países ricos deveriam tomar uma consciência mais clara de que têm a sua parte de responsabilidade nas feridas da História que provocaram e continuam a provocar imensas migrações, nomeadamente de África ou do Médio Oriente. E, hoje, algumas escolhas políticas permanecem fonte de instabilidade nestas regiões. Uma segunda etapa deveria levar estes países a ir além do medo do estrangeiro e das diferenças de culturas, colocando-se corajosamente a moldar o novo rosto que as migrações já dão às nossas sociedades ocidentais.
Em vez de ver no estrangeiro uma ameaça para o nosso nível de vida ou a nossa cultura, acolhamo-lo como membro da mesma família humana. E assim compreenderemos que, apesar de criar certamente dificuldades, o afluxo de refugiados e de migrantes também pode ser uma oportunidade. Estudos recentes mostram o impacto positivo do fenómeno migratório, tanto para a demografia como para a economia. Porque será que tantos discursos salientam as dificuldades sem dar valor ao que há de positivo? Os que batem à porta dos países mais ricos que o seu levam estes países a tornar-se solidários. Será que não os ajudam a tomar um novo impulso?
Gostaria de situar aqui a nossa experiência de Taizé. É humilde e limitada, mas muito concreta. Desde Novembro do ano passado, em colaboração com as autoridades e algumas associações locais, acolhemos em Taizé onze jovens migrantes do Sudão – a maioria deles do Darfur – e do Afeganistão, vindos da «selva» de Calais. A sua chegada despertou uma impressionante vaga de solidariedade na nossa região: há voluntários que vêm ensinar-lhes francês, médicos que os tratam gratuitamente, vizinhos que os levam a fazer passeios e a dar voltas de bicicleta… Rodeados por tanta amizade, estes jovens, que atravessaram acontecimentos trágicos nas suas vidas, estão aos poucos a reconstruir-se. E este contacto simples com muçulmanos muda o olhar das pessoas que os encontram.
Na nossa aldeia, os jovens também foram acolhidos por famílias de vários países – Vietnam, Laos, Bósnia, Ruanda, Egipto, Iraque – que chegaram a Taizé ao longo de décadas e que fazem hoje parte integrante do nosso ambiente. Todos eles conheceram grandes sofrimentos, mas trazem à nossa aldeia muita vitalidade graças à riqueza e à diversidade das suas culturas.
Se uma experiência destas é possível numa pequena região, porque não haveria de ser numa escala muito mais ampla? É um erro pensar que a xenofobia é o sentimento mais partilhado, muitas vezes o que há é muita ignorância. Assim que os encontros pessoais se tornam possíveis, os medos dão lugar à fraternidade. Esta fraternidade implica pormo-nos no lugar do outro. A fraternidade é o único caminho de futuro para preparar a paz.
Assumindo juntos as responsabilidades exigidas pela vaga de migrações, em vez de brincarem com os medos, os responsáveis políticos poderiam ajudar a União Europeia a reencontrar uma dinâmica entorpecida.
Há toda uma jovem geração europeia que aspira a esta abertura. Nós, que acolhemos há muitos anos, na nossa colina de Taizé, dezenas de milhares de jovens de todo o continente para encontros internacionais de uma semana, podemos constatar isso mesmo. Aos olhos destes jovens, a construção europeia apenas encontra o seu verdadeiro sentido mostrando-se solidária com os outros continentes e com os povos mais pobres.
Há muitos jovens europeus que não conseguem compreender os seus Governos quando estes manifestam vontade de fechar as fronteiras. Pelo contrário, estes jovens pedem que a uma mundialização da economia seja associada uma mundialização da solidariedade e que esta se expresse em particular através de um acolhimento digno e responsável dos migrantes. Muitos destes jovens estão dispostos a contribuir para esse acolhimento. Ousemos acreditar que a generosidade também tem um papel importante a desempenhar na vida urbana.
Irmão Alois, prior da Comunidade Ecuménica de Taizé
http://www.vozdaverdade.org/site/index.php?cont_=ver2&id=5560
Mai 31, 2016 | Campanhas, Recortes
O Papa Francisco associou-se hoje à iniciativa de oração pela paz na Síria que vai decorrer a 1 de junho, Dia Internacional da Criança, tendo como protagonistas os mais novos.
“Na próxima quarta-feira, 1 de junho, por ocasião do Dia Internacional da Criança, as comunidades cristãs da Síria, tanto católicas como ortodoxas, viverão em conjunto uma oração especial pela paz que terá como protagonistas precisamente as crianças”, disse, na Praça de São Pedro, antes da recitação da oração do ângelus.
Francisco realçou que “as crianças sírias convidam as crianças de todo o mundo a unir-se a elas na oração pela paz”.
O Dia Internacional da Criança vai ser assinalado na Síria com um conjunto de procissões pela paz no país, em guerra desde 2011, com iniciativas previstas nas cidades de Damasco, Alepo, Homs, Tartus e Marmarita.
A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, quem tem acompanhado as comunidades católicas no terreno, informa em comunicado enviado à Agência ECCLESIA que “esta iniciativa inédita tem o apoio de todos os patriarcas da Síria” e “pretende ser replicada também em todo o mundo”.
A intenção é promover “uma grande oração pela paz lembrando as crianças que são, seguramente, das principais vítimas da guerra”.
A AIS convida escolas, paróquias e movimentos a unir-se a esta jornada de oração pela paz, “tendo presente o sofrimento dos filhos da Síria, causado por estes anos de conflito armado”.
O bispo de Lakatia, D. Antoine Chbeir, deixou votos, através da fundação pontifícia, “que outras crianças em redor do mundo sigam também o exemplo das crianças da Síria”.
Iniciada em 2011, a guerra civil na Síria já terá causado a morte a cerca de 470 mil pessoas, segundo dados do Centro Sírio para Pesquisa Política, a que se somam milhões de feridos, deslocados e refugiados, para além de elevados danos materiais.
OC
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/siria-papa-associase-a-jornada-de-oracao-pela-paz-no-dia-da-crianca/
Abr 22, 2016 | Notícias, Recortes, Refugiados
Há fotografias que, de alguma forma, contribuíram para mudar a história porque foram capazes de inquietar as consciências, de suscitar a indignação da opinião pública e, por isso, de influir sobre a política.
Não sabemos se as novas imagens de refugiados e imigrantes premiadas com o Pulitzer e que narram a história destes dias difíceis – demasiadas vezes marcados por tragédias, com carcaças marítimas que se afundam, levando atrás dezenas, por vezes centenas de vidas – servirão para convencer os governos do Velho Continente a reabrir as fronteiras, a trabalhar para disponibilizar canais humanitários seguros, oferecendo acolhimento sem fazer muitos cálculos.
Certo é que testemunham até agora diante da história a hipocrisia de uma Europa débil e tudo menos unida. Mas testemunham também como o drama dos refugiados e migrantes permanece central na narrativa do hoje. Não é um acaso que precisamente alguns destes instantâneos – devastadores e todavia capazes de exprimir beleza até na tragédia – se tenham tornado símbolos. Porque nada mais do que uma fotografia consegue expressar a dramaticidade da realidade de crianças, idosos, homens, mulheres em fuga da guerra e da pobreza, situações tão desesperadas que não hesitam em arriscar a sua própria vida.
Lesbos, Grécia | Sergey Ponomarev | The New York Times | 16.11.2015 | D.R.
A Europa e o mundo inteiro tinham-se comovido diante da fotografia do pequeno Aylan, do seu corpinho sem vida – parecia dormir -, lambido pelas ondas no areal de Bodrum, na Turquia. E dali partiu a primeira tomada de consciência da parte da comunidade internacional do drama que, na quase total indiferença, se estava a consumar no Mediterrâneo. Mas nacionalismos e interesses particulares quase travaram aquele extemporâneo, ainda que importante, movimento de acolhimento.
A Europa, que não tinha brilhado quanto à solidariedade com os países na primeira linha na frente da emergência, deu um posterior passo atrás, chegando a levantar muros aqui e ali, fechando e blindando as fronteiras. Mas que coisa pode parar quem não tem mais nada a perder? Nada. Contam-no outras fotografias tiradas ao longo das fronteiras da rota balcânica. E uma em particular, disparada por Warren Richardson Hope, premiada há alguns meses com o World Press Photo, resgata a força do desespero de quem foge à procura de futuro: de noite, um homem passa a outra pessoa um recém-nascido sob o arame farpado na fronteira entre a Sérvia e a Hungria. Também esta é uma das imagens símbolo daquela que o papa Francisco definiu como a maior catástrofe humanitária desde o fim da II Guerra Mundial.
Croácia | Sergey Ponomarev | The New York Times | 18.9.2015 | D.R.
Imagens a que se vão juntar as de um outro prestigiado reconhecimento jornalístico, o Pulitzer, que premiou as fotografias dos fotojornalistas do “New York Times” e da agência Reuters sobre o drama que se está a consumar no Mediterrâneo e nos Balcãs. O que fez o diário vencer o prémio foram sobretudo as fotografias de Tyler Hicks, Daniel Etter, Mauricio Lima e Sergey Ponomarev. Em particular aquelas sobre uma família síria, os Majid, em fuga da guerra. Lima e Ponomarev acompanharam os Majid durante 40 dias, viajando com eles de comboio, autocarro e barco, e sobretudo a pé.
A equipa fotográfica da Reuters, por seu lado, foi premiada pelas imagens tocantes de embarcações de migrantes em ilhas da Grécia. Fotografias que narram o medo e o sofrimento de uma viagem perigosa e extenuante, a angústia diante de uma cerca de arame farpado controlada pela polícia, mas também as lágrimas de alegria ao chegar a uma praia, a gratidão por uma mão que te salva, a ternura de um abraço a um filho amedrontado. É preciso desejar que no futuro não hajam mais fotografias de refugiados e migrantes a premiar. Porque significaria que se teria encontrado uma solução para o problema. Mas é inútil ter demasiadas ilusões, pelo menos para o futuro imediato. A realidade, infelizmente, continua dramática. Como confirmam as dezenas de fotografias que as agências continuam a enviar diariamente das costas do Mediterrâneo e das fronteiras balcânicas. E que constituem outros tantos atos de acusação à fortaleza Europa.
Mauricio Lima | The New York Times | 5.9.2015 | D.R.
Eslovénia | Sergey Ponomarev | The New York Times | 22.10.2015 | D.R.
Croácia | Sergey Ponomarev | The New York Times | 18.9.2015 | D.R.
Budapeste, Hungria | Mauricio Lima |The New York Times | 1.9.2015 | D.R.
Idomeni, Grécia | Mauricio Lima | The New York Times | 28.11.2015 | D.R.
Fronteira Macedónia-Grécia | Mauricio Lima | The New York Times | 28.11. 2015 | D.R.
Sérvia | Mauricio Lima | The New York Times | 30.8.2015 | D.R.
Macedónia | Mauricio Lima | The New York Times | 21.11.2015 | D.R.
Lesbos, Grécia | Mauricio Lima | The New York Times | 1.11.2015 | D.R.
Kos, Grécia | Daniel Etter | The New York Times | 15.8.2015 | D.R.
Yannis Behrakis | Thomson Reuters | 11.8.2015 | D.R.
Lesbos, Grécia | Alkis Konstantinidis | Thomson Reuters | 13.9.2015 | D.R.
Lesbos, Grécia | Yannis Behrakis | Thomson Reuters | 19.10.2015 | D.R.
Lesbos, Grécia | Yannis Behrakis | Thomson Reuters | 24.9.2015 | D.R.
Kos, Grécia | Yannis Behrakis | Thomson Reuters | 12.8.2015 | D.R.
Fronteira Sérvia-Hungria | Bernadett Szabo | Thomson Reuters | 27.8.2015 | D.R.
Idomeni, Grécia | Yannis Behrakis | Thomson Reuters | 10.9.2015 | D.R.
Bicske, Hungria | Laszlo Balogh | Thomson Reuters | 3.9.2015 | D.R.
Fronteira Áustria-Alemanha | Michael Dalder | Thomson Reuters | 20.10.2015 | D.R.
Lesbos, Grécia | Tyler Hicks | The New York Times | 1.10.2015 | D.R.
Idomeni, Grécia | Yannis Behrakis | Thomson Reuters | 10.9.2015 | D.R.
Gaetano Vallini
In L’Osservatore Romano”, 21.4.2016
Trad.: Rui Jorge Martins
Publicado em 21.04.2016
Abr 14, 2016 | Notícias, Recortes
Ana Rodrigues, rádio renascença
Depois de 20 anos a estudar o fenómeno, o coronel de Infantaria Nuno Lemos Pires escreveu um livro onde apresenta estratégias para vencer grupos como a Al-Qaeda, o Boko Haram ou o Estado Islâmico.
Nuno Lemos Pires é um coronel do Exército que se dedica há mais de 20 anos a estudar o fenómeno do jihadismo. O resultado é o livro “Resposta ao jihadismo radical” lançado esta quinta-feira, em Lisboa.
Nesta obra, o militar e historiador apresenta políticas e estratégias para vencer grupos como a Al-Qaeda, o Boko Haram ou o Estado Islâmico.
Porque “a ameaça chegou ao nosso quintal”, já não é possível virar a cara e fingir que não se passa nada, alerta em entrevista à Renascença. A urgência de apresentar uma resposta ou várias respostas levou-o a escrever este livro, que começa por mostrar como aqui chegámos.
“Há três factores potenciadores que estão na origem daquilo que estamos a viver: alterações climáticas, pressão demográfica e uma enorme crise de valores, sistema de valores”, elenca Lemos Pires, sublinhando que o jihadismo ganha contornos cada vez mais dramáticos e chegou ao coração da Europa.
Mas qual o trunfo dos grupos radicais? Os recrutadores fornecem um sentido de vida aos jovens que vivem completamente desapegados, não têm emprego, sem esperança de integração social, que são mal tratados pelo sistema. “De repente aparece-lhe alguém que lhes dá uma ideia de pertença, poder, família, dá-lhes a organização e dá-lhes explicações muito simples”.
Resta saber, refere o autor, “se os europeus vão ser capazes de estar à altura e trabalhar em conjunto. Já que uns estão mais preocupados e empenhados que outros”.
Para este coronel de Infantaria é preciso entender “que não há uma resposta só politica, só militar ou só económica. O problema só se resolverá com muita persistência ao longo dos próximos anos”.
Uma estratégia em três palavras
Neste livro propõe uma estratégia imediata que pode ser resumida em três palavras: “drones, lones and fones”.
“O uso de drones (elementos não tripulados) num combate indirecto para se ter a certeza que quem está a fazer este tipo de acção não se pode sentir à vontade para o fazer. Lones está relacionado com o fluxo de dinheiro, que tem de ser controlado. A última é Fones – expressão que quer dizer telefones, comunicações – porque como é óbvio é preciso um grande controlo sobre as comunicações destes grupos de e para fora na propaganda e na contra propaganda, na informação e nos media e na comunicação entre os próprios grupos terroristas”, explica.
Nuno Lemos Pires lembra que o “problema do jihadismo radical tem tanto tempo como o Islão”. Uma resposta só pode ser abrangente e direcionada no tempo. Uma tarefa “ para as duas próximas gerações”.
http://rr.sapo.pt/noticia/51753/jihadismo_radical_a_ameaca_chegou_ao_nosso_quintal
Abr 12, 2016 | Notícias, Recortes, Refugiados
O presidente do Conselho Pontifício da Justiça e Paz não compreende porque é que os países não se juntam para impedir o Estado Islâmico de conseguir armas e dinheiro.
O Papa viaja no próximo sábado para a ilha grega de Lesbos com o objetivo de abanar a consciência do mundo pela situação dos refugiados, diz o cardeal ganês Peter Turkson, que é presidente do Conselho Pontifício da Justiça e Paz.
“A visita será uma nova tentativa para colocar sob o olhar mundial a situação dos refugiados e, ao mesmo tempo, as suas causas. E vai interpelar o mundo e a consciência global para se fazer alguma coisa para evitar isto”, afirmou, em Roma, à margem de um encontro da Pax Christi Internacional, uma organização que faz campanha pela não-violência.
O cardeal africano diz não compreender como é que o mundo não se une para estrangular o acesso a armas e financiamento a grupos terroristas como o Estado Islâmico.
“O Estado Islâmico parece poderoso mas, na realidade, está a ser apoiado pelo dinheiro e pelas armas”, afirma. “Estas coisas são sempre importadas e compradas em grandes negócios de armamento. Porque não acabamos com isto? Porque não acabamos com o interesse em comprar o petróleo a baixo preço? É preciso mais empenhamento e sacrifício. Por isso, a visita do Papa vai ajudar a pensar qual poderá ser a solução válida a longo prazo para acabar com esta situação”, esclarece.
Turkson critica a forma como a Europa tem olhado para a crise dos migrantes e refugiados. “Porquê esta indiferença? A Grécia não pode ficar indiferente, porque é o país onde estão estas pessoas, mas as actuais medidas da Europa, que dá uma grande quantia de dinheiro à Turquia para que esta impeça a chegada destas pessoas, servem os interesses de quem? Talvez a Europa fique um pouco mais tranquila agora, mas por quanto tempo?”, afirma Turkson.
Igreja encara o mundo como “família de nações”
O Papa Francisco não marcou presença no encontro da Pax Christi Internacional, mas enviou uma mensagem em que voltou a descrever a realidade internacional atual como uma “guerra mundial às parcelas”.
“Como cristãos sabemos que é só considerando os nossos pares como irmãos e irmãs que seremos capazes de ultrapassar as guerras e os conflitos. A Igreja repete incansavelmente que isto é verdade não só ao nível individual, mas também ao nível dos povos e das nações, porque encara verdadeiramente a Comunidade Internacional como uma ‘Família de Nações’”.
http://rr.sapo.pt/noticia/51519/papa_vai_a_lesbos_para_voltar_a_por_os_refugiados_nos_radares_do_mundo